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Automec

Magneti Marelli: novas aplicações para produtos já existentes

A Magneti Marelli, que mantém 11 fábricas no País para o fornecimento de uma ampla gama de produtos (amortecedores, suspensão, molas helicoidais, juntas homocinéticas, sistema de injeção eletrônica, escapamentos, faróis, radiadores, filtros, painéis de instrumentos, componentes plásticos, entre outros) apresentou uma série de novidades na 11ª Automec (feira internacional de autopeças que acontece em São Paulo de 16 a 20 de abril). Para aumentar o faturamento da empresa, segundo Eliana Giannoccaro, diretora presidente da Magneti Marelli Cofap para a América do Sul, além de lançar novos produtos, a estratégia é criar novas aplicações para os já existentes no mercado.
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Redação AB

17 abr 2013

2 minutos de leitura

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No evento, a empresa mostrou, além de todos os itens lançados recentemente, uma nova linha de freios da marca Cofap para veículos leves e pesados (é a primeira vez que irá entregar esse item para o mercado de reposição), além de peças, como baterias e lâmpadas, para o segmento de motocicletas, e equipamentos de diagnóstico para o aftermarket. O mercado de reposição também passou a contar com o câmbio automatizado do tipo “free choice”, que já era vendido para as montadoras Fiat, Volkswagen e General Motors.

“Para se ter uma noção da quantidade de linhas que trabalhamos, nos últimos dois anos lançamos 50 só de amortecedores (o principal produto da empresa), 25 da marca Magneti Marelli e 25 da Cofap, com milhares de códigos (aplicações) para atender a variedade de versões de veículos disponíveis”, conta Eliana. O amortecedor da Marelli passou a equipar carros das asiáticas Hyundai, Kia e Toyota, e também está presente em pesados da Mercedes-Benz, da Iveco e da Scania. O da Cofap agora também é usado nos modelos Uno e Palio da Fiat.

Apenas no ano passado, a Magneti Marelli faturou no Brasil R$ 2,7 bilhões, sendo que a unidade de amortecedores foi responsável por 23,8% das vendas, a de Powertrain, por 17,9%, a de escapamentos, por 16,6%, e a de aftermarket, por 14,4%. O resultado é considerado positivo diante da queda de 13,5% do faturamento do setor brasileiro de autopeças.

Da receita total, 65% foram obtidos com produtos feitos no Brasil e 35% com peças importadas pela Marelli de outras unidades suas no mundo ou de terceiros. “Dependendo da complexidade do produto, usamos o que é feito lá fora”, afirmou Eliana.

A executiva não vê grandes problemas se o Inovar-Peças sair do papel, como já acontece com o Inovar-Auto, o novo regime automotivo, com validade de 2013 a 2017. “Já estamos nos alinhando às regras do Inovar-Auto. Apresentaremos, inclusive, sistemas com injeção direta para motores flex. Se houver Inovar-Peças, tenho certeza de que, com o que temos investido no País (5% de seu faturamento vai para pesquisa e desenvolvimento todos os anos), estaremos na vanguarda do programa.”