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Mahindra aposta no custo-benefício de sua linha de picapes

Elas têm desenho defasado, fácil de notar pelas calhas no teto. Como argumentos de venda, trazem o novo motor MHawk 2.2 turbodiesel com 120 cv de potência (5 cv a mais que o antigo), tração 4×4 com reduzida e preços atraentes, R$ 64,9 mil para a versão de cabine simples e R$ 81,5 mil a dupla. Assim são as picapes Mahindra.
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cria

11 jul 2013

3 minutos de leitura

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“Até o fim de 2013, pretendemos vender entre mil e 1,2 mil unidades”, afirma o diretor comercial e de marketing da Bramont, Jean Anwandter. Parece improvável, pois nos primeiros seis meses, os emplacamentos ficaram abaixo das 400 unidades.

Neste ano, a Bramont terá de se empenhar até mesmo para recuperar o atraso de 2012, quando passou cinco meses sem fabricar os veículos pela falta de um motor que atendesse ao Proconve L6. Como resultado disso, as picapes equipadas com o novo propulsor só chegaram às revendas em setembro do ano passado. Dessa forma, a família de veículos formada pelas duas picapes e pelo utilitário esportivo Scorpio teve em todo o ano passado 317 unidades vendidas.

Uma forma de ampliar as vendas será pela expansão da rede. A Bramont deseja passar das atuais 37 para 55 concessionárias até o fim do ano. Ceará, Goiás e Rio Grande do Sul são mercados importantes para a Mahindra. “Queremos com ela o segmento de trabalho semelhante ao que era atendido pela picape (Toyota) Bandeirante”, diz o executivo da Bramont, que pretende expandir suas vendas pelos setores agrícola, florestal e de mineração. Fará falta na gama o utilitário esportivo, que no ano passado respondeu por 61,2% das vendas. Sua produção só será retomada em janeiro de 2014.

Mahindra
Da esquerda para a direita: cabine dupla, cabine simples (equipada com caçamba de madeira) e o utilitário esportivo que voltará a ser montado em 2014 (fotos: Mário Curcio)

COMPLETAS E VALENTES

As picapes Mahindra são vendidas em versão única de acabamento. Têm vidros e retrovisores com acionamento elétrico, ar-condicionado, ajuste de altura para o volante, faróis com facho ajustável e controlador automático de velocidade. A direção tem assistência hidráulica. Um pouco mais equipada, a cabine dupla traz diferencial autoblocante, air bags para motorista e passageiro, estribos laterais, freios com sistema antitravamento (ABS), travamento das portas por controle remoto na chave, sistema de som e bancos de tecido. Os da cabine simples são revestidos de vinil. Esta vem sem rádio, mas tem controles de áudio no volante que podem ser conectados à maioria dos rádios atuais. Vale dizer também que a cabine simples sai de fábrica sem caçamba.

Por causa do sistema de transmissão voltado ao trabalho pesado, as picapes MHawk 2.2 vão bem em terrenos acidentados. Automotive Business participou de um test drive numa pista off road com 1.640 metros e trechos de grande inclinação lateral, subidas e descidas íngremes. As cabines duplas utilizadas na avaliação venceram com facilidade todos os obstáculos. Num dos trechos em que a roda traseira direita perdia contato com o solo, o bloqueio do diferencial permitia que as outras rodas continuassem tracionando o veículo. O câmbio dessas picapes é manual de cinco marchas.

Motor
Versão de cabine simples vem sem rádio, apesar dos comandos no volante, e seus bancos são revestidos de vinil em vez de tecido. Novo motor 2.2 Mahindra tem quatro cilindros, 16 válvulas, turbo de geometria variável e produz 120 cv (fotos: Mário Curcio)