
Os números do Registro Nacional de Veículos (Renavam) foram repassados a Automotive Business pela consultoria Carcon Automotive, que chama a atenção também para a redução do movimento diário de emplacamentos. Na comparação entre os dois últimos meses, houve queda de 5,3%, com 13,2 mil licenciamentos por dia útil nos 21 dias úteis de maio, enquanto abril teve 14 mil/dia em 20 dias úteis.
Desde março o mercado de veículos leves no País inverteu seu sinal de positivo para negativo, com quedas que vêm se aprofundado mês a mês, em virtude de elevação de preços e dificuldade de aprovação de crédito. Espera-se por retração ainda maior em junho, com o início da Copa do Mundo e muitos dias de negócios paralisados ou muito fracos. No ritmo atual, fica cada vez mais difícil sustentar previsões de crescimento das vendas em 2014 – a associação dos fabricantes, a Anfavea, projetou alta de 1,1% no início deste ano e evita refazer a estimativa, na tentativa de não induzir a resultado ainda pior. A associação dos concessionários, a Fenabrave, irá comentar os números nesta terça-feira, 2, e promete refazer suas projeções.
Ainda que o resultado negativo já pareça estar dado para 2014, alguns fatores ainda podem mudar o prognóstico de “muito ruim” para apenas “ruim” ou “razoável”. Na virada deste mês o IPI aplicado sobre veículos está previsto para voltar ao nível normal de 3% para 7% no caso de modelos 1.0 e de 7% para 11% no caso dos equipados com motores flex (etanol-gasolina) de 1.1 a 2.0. Embora a Anfavea negue que tenha pedido ao governo para segurar o reajuste do imposto, existem fortes indícios de que o desconto será prorrogado, segundo fontes familiarizadas com essa negociação. Também estão no horizonte medidas para destravar as concessões de crédito, como a criação de um fundo garantidor e legislação mais rígida para a retomada do veículos em caso de inadimplência. Até o momento, contudo, as discussões não saíram do campo de sugestões e conjecturas.