
A líder de mercado vendeu 126,1 mil carros no início de 2015. Apesar de ter garantido que o Palio e a Strada ocupassem o topo do ranking de vendas, em primeira e terceira colocação, respectivamente, o número de emplacamentos da marca diminuiu 27,8%. Com isso, a Fiat deteve 19,4% de market share.
A General Motors teve perda menor, de 0,4 p.p., para 17,2%. Ainda assim, a redução do volume de vendas foi grande, da ordem de 18,2%, para 111,9 mil veículos. Mesmo com números negativos, a companhia conseguiu manter o Chevrolet Onix na vice-liderança do ranking nacional. Outra conquista foi garantir novamente a segunda posição entre as principais montadoras do Brasil em volume de licenciamentos, conquista alcançada em 2014.
A Volkswagen permanece sem reação para reverter seu movimento de queda no mercado e registrou nova perda de market share, de 1,2 ponto porcentual, para 16,2%. A empresa reduziu em 22,2% suas vendas até março, para 105,3 mil veículos. Sem o Gol Geração 4, a companhia sequer consegue sustentar presença consistente entre os carros mais vendidos do Brasil. O único modelo da marca que aparece entre os cinco mais emplacados é o Fox, na quinta colocação considerando todas as configurações: Fox e CrossFox. Enquanto isso o Gol desceu para a sétima posição e o Up! para a 11ª (leia aqui).
Já a Ford parece colher os frutos da renovação do Ka, que foi o sexto carro mais vendido do País, com 22,8 mil licenciamentos. A companhia teve queda de apenas 4,2% nas vendas – porcentual bem inferior ao do mercado total – para 67,3 mil unidades. Com isso houve ganho de 1,3 p.p. de participação, para 10,4% do total vendido localmente entre janeiro e março.
Um compacto de entrada também foi o impulso para a Hyundai. Com a boa demanda pelo HB20 a companhia superou a Renault e subiu para o posto de quinta maior no ranking brasileiro. Foram entregues 48,4 mil carros da marca no Brasil ao longo do primeiro trimestre. O volume é 5% menor do que o registrado há um ano, mas ainda assim garantiu que a companhia abocanhasse 0,8 p.p. de participação de mercado.
A Renault, sexta marca que mais vendeu no Brasil no início de 2015, manteve market share estável em 6,7%. Foram licenciados 43,9 mil carros, com queda de 15,1% sobre o início de 2014. Apesar de a performance não ter sido negativa, a companhia terá de recorrer a estratégias mais agressiva se quiser recuperar o posto que foi tomado pela Hyundai.
JAPONESAS AVANÇAM
Entre as 10 principais marcas, apenas as japonesas Toyota, Honda e Nissan conseguiram ampliar o volume de vendas na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. A demanda por modelos da Toyota aumentou 12,4%, para 41 mil unidades, puxada pelo compacto Etios. A alta é expressiva principalmente diante da conjuntura de queda dos emplacamentos. O volume garantiu que a marca aumentasse em 1,6 ponto porcentual sua presença no Brasil, para 6,7%.
A Honda também registrou alta importante, de 12,4%, para 32,8 mil unidades. A evolução da marca é ainda mais impressionante pela falta de um modelo popular com preço competitivo. Apesar de ter renovado sua linha de produtos recentemente, o carro mais acessível da fabricante ainda é o Fit, que parte de cerca de R$ 50 mil. Mesmo assim o market share da companhia avançou 1,3 p.p., chegando a 5%. A tendência é que este fortalecimento se intensifique ainda mais nos próximos meses, como efeito do lançamento do utilitário esportivo HR-V, que começa a ser vendido em abril.
A Nissan completa o trio de marcas japonesas que expandiram suas vendas. Foram 15 mil carros emplacados, 3,4% a mais do que no começo do ano passado. Os negócios ganharam impulso com o New March, versão do compacto fabricada em Resende (RJ). O carro convive com a geração anterior do modelo, que deixou de ser importada do México para também ser feita no Brasil. A empresa alcançou 2,3% de participação no mercado nacional, com leve expansão de 0,4 ponto porcentual.
A Mitsubishi fecha o ranking das 10 principais marcas, com 11,4 mil carros emplacados. A companhia acompanhou o movimento do mercado e teve redução de 16,2% nos negócios. Com isso sua presença nas vendas do País permaneceu estável em 1,7%.
Enquanto as fabricantes japonesas prosperam, as francesas do grupo PSA seguem perdendo espaço no Brasil. A Citroën entregou apenas 8,5 mil carros no primeiro trimestre, resultado que mostra significativa redução de 46,7% sobre o início de 2014. O market share da marca encolheu mais um pouco e chegou a 1,3%. A Peugeot teve queda equivalente, de 44,6%, para 6,7 mil carros. A presença da companhia no País caiu para 1%.

