A operação, contudo, não pôde ser concluída. Segundo informações de Automotive News, 8% votaram contra. E caso todos os contrários exercitem seus direitos de saída, a fusão ainda pode falhar, de acordo com uma condição imposta no negócio. Por isso, a entrada na bolsa de valores de Nova York, aventada nos últimos meses, ainda deverá demorar.
O acordo prevê que os acionistas recebam uma ação ordinária da FCA para cada ação ordinária da Fiat que possuem. A maioria também terá direito ao voto. Aos que votaram contra será concedido direito de saída e € 7,7 por ação. Se todos os que foram contra saírem da empresa, o valor desembolsado poderia ultrapassar € 500 milhões, impossibilitando a fusão.
O CEO do Grupo FCA, Sergio Marchionne, disse após votação que está confiante de que a operação será concluída. O executivo conta com a fusão para ajudar a elevar o lucro líquido da empresa em cinco vezes e as vendas em 60% até 2018.
John Elkann, neto de Gianni Agnelli, que foi um dos principais acionistas da Fiat, disse que a família Agnelli, dona de 30% das ações, permanecerá comprometida com a montadora. “Eu quero confirmar meu compromisso e da minha família para continuar a apoiar a Fiat Chrysler Automobiles, ainda mais agora que há grandes oportunidades no horizonte”, declarou Elkann, descartando rumores de que a família venderia a sua participação. No início deste ano, Elkann disse que a FCA acabaria com a vida precária da Fiat. “Pela primeira vez temos uma perspectiva diferente. Não precisaremos jogar o jogo de sobrevivência.”