Nesse contexto, os profissionais da indústria automobilística terão de fazer uso de ferramentas conhecidas, mas que andaram guardadas nos últimos anos. A disciplina espartana no controle de custos, que nada tem a ver com redução de margens, o contrário, ao usá-la, busca-se maximizar a rentabilidade da operação com ideias inovadoras, avanços tecnológicos, eliminação de desperdícios na cadeia produtiva, utilização de matérias primas recicláveis e parceria com fornecedores e clientes.
Como o tema é espinhoso recomendo a retomada dos bate-papos presenciais entre clientes e fornecedores. Garanto a você, uma hora de contato pessoal vale por dezenas de e-mails, que sobrecarregam sua caixa de entrada e, na maioria das vezes, vão para o lixo.
Por isso, retome o hábito de visitar clientes e fornecedores. Converse com eles, explorem juntos alternativas. Visite as operações, caminhe nas plantas, fale com as pessoas de chão de fábrica, respire a realidade da operação, tão distante dos escritórios corporativos. Gaste mais tempo conversando com seu time também, trocando ideias, disponibilizando-se. Ajude-os a entender que a luta por custos menores e produtividade é garantia de futuro melhor a toda a organização.
Não precisamos cortar custos com sacrifícios, arrochos e demissões. Quando saímos para comprar uma TV ou outro bem de valor, invariavelmente buscamos ofertas na internet, visitamos várias lojas, até termos certeza de que fizemos um bom negócio. A atitude deve ser a mesma: não descansar até encontrarmos uma maneira mais adequada, inovadora até, de fazer mais por menos, de proteger nossos negócios até o momento em que haja espaço para estratégias expansionistas outra vez.