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Mais por menos

O ano começa com a volta do IPI cheio, juros altos, dólar em ascensão e o consumidor confuso quanto as suas finanças no futuro. Não é um cenário dos mais promissores. Concordamos que é preciso colocar a casa em ordem, ou seja, apesar das adversidades, é preciso um arrojo econômico para que o futuro seja melhor. Será um ano de transição e devemos estar preparados para um período de estiagem. Resumindo, as vendas cairão e teremos de atacar os custos como há tempos não fazíamos. A enxurrada de novos produtos com a qual estávamos acostumados deverá dar lugar a uma estratégia mais equilibrada, em que a rentabilidade deverá ser o objetivo a ser atingido, não a liderança de vendas.
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Redação AB

07 jan 2015

2 minutos de leitura

Nesse contexto, os profissionais da indústria automobilística terão de fazer uso de ferramentas conhecidas, mas que andaram guardadas nos últimos anos. A disciplina espartana no controle de custos, que nada tem a ver com redução de margens, o contrário, ao usá-la, busca-se maximizar a rentabilidade da operação com ideias inovadoras, avanços tecnológicos, eliminação de desperdícios na cadeia produtiva, utilização de matérias primas recicláveis e parceria com fornecedores e clientes.

Como o tema é espinhoso recomendo a retomada dos bate-papos presenciais entre clientes e fornecedores. Garanto a você, uma hora de contato pessoal vale por dezenas de e-mails, que sobrecarregam sua caixa de entrada e, na maioria das vezes, vão para o lixo.

Por isso, retome o hábito de visitar clientes e fornecedores. Converse com eles, explorem juntos alternativas. Visite as operações, caminhe nas plantas, fale com as pessoas de chão de fábrica, respire a realidade da operação, tão distante dos escritórios corporativos. Gaste mais tempo conversando com seu time também, trocando ideias, disponibilizando-se. Ajude-os a entender que a luta por custos menores e produtividade é garantia de futuro melhor a toda a organização.

Não precisamos cortar custos com sacrifícios, arrochos e demissões. Quando saímos para comprar uma TV ou outro bem de valor, invariavelmente buscamos ofertas na internet, visitamos várias lojas, até termos certeza de que fizemos um bom negócio. A atitude deve ser a mesma: não descansar até encontrarmos uma maneira mais adequada, inovadora até, de fazer mais por menos, de proteger nossos negócios até o momento em que haja espaço para estratégias expansionistas outra vez.