
No alto do portfólio nacional, o conceito Volkswagen Constellation 19.420 6×2/4 é um cavalo mecânico com segundo eixo direcional e suspensão pneumática, que oferece a maior capacidade de carga da categoria. Equipado com motor Cummins de 420 cavalos e câmbio automatizado ZF de 16 velocidades, combinação já presente em outros modelos da marca, o caminhão com a nova configuração ganhou 5 toneladas de capacidade de carga, passando a 52 toneladas de peso bruto total combinado (PBTC), podendo puxar um semirreboque de até 22,4 metros de comprimento.
“Pensamos em tudo para otimizar ao máximo a operação”, diz Rodrigo Chaves, diretor de engenharia da MAN Latin America. O projeto inclui detalhes como o uso de plástico especial aplicado no para-choques, boné, grade frontal e coberturas da coluna. O material recebeu tratamento nanotecnológico, desenvolvido em conjunto com universidades, que reduziu o peso dos componentes em 15% e aumentou em 50% a resistência mecânica. “Poderemos ganhar ainda mais em redução de peso, pois é possível diminuir ainda mais a espessura com o ganho de resistência que o material nos deu”, adianta Chaves, que espera para algo entre um e dois anos a viabilização comercial desses novos componentes.
Na parte de baixo do portfólio, mas no alto da gama, a MAN apresentou no Congresso SAE o Delivery 13.160, o primeiro da família de leves a ser equipado câmbio automatizado ZF de seis velocidades e a incorporar terceiro eixo de fábrica. Com isso, torna-se o leve mais pesado do mercado nacional, com peso bruto total de 13,5 toneladas e capacidade para transportar até seis pallets. Ainda assim o caminhão se enquadra na categoria de veículo urbano de carga (VUC) e pode circular em zonas com restrição. “É uma configuração mais fácil de dirigir, que permite que o vendedor seja também o motorista do caminhão, com economia e mais eficiência para o transportador”, avalia chaves.