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MAN investe mais em Resende e abre linha MAN

A confirmação de investimentos de R$ 1 bilhão no Brasil para os próximos cinco anos e a priorização dos negócios do Grupo MAN nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) foram o pano de fundo da primeira visita do CEO da companhia, Georg Pachta-Reyhofen, à fábrica de Resende, RJ, nesta quinta-feira, 15. Na ocasião, a empresa inaugurou a linha de produção onde serão montados os caminhões da marca MAN, que serão lançados no Brasil no próximo ano.
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Redação AB

15 abr 2010

3 minutos de leitura

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O executivo destacou as operações brasileiras nos resultados do grupo e ressaltou o aumento da importância do País para a matriz. “A atividade no Brasil nos ajudou muito para amortecer a queda mundial. A ideia é trabalhar em todos os países do Bric e fortalecer a marca Volkswagen e lançar a marca MAN. Por isso estamos investindo em Resende com as novas linhas de montagem e produção”, afirmou Pachta-Reyhofen, ressaltando que a expectativa da companhia é crescer 15% no País em 2010.

Atualmente a capacidade produtiva na unidade de Resende é de 72 mil unidades anuais. Houve uma expansão de aproximadamente 50% após a implantação, em março, do terceiro turno na unidade. “Nossa estratégia é aumentar a linha de produtos e acompanhar as tendências mundiais”, afirmou o CEO da MAN.

Os aportes da montadora alemã também serão somados aos investimentos de três fornecedores da companhia, que irão construir um novo parque fabril para o atendimento da MAN em Resende. ArvinMeritor, Maxion e Suspensys (joint venture entre ArvinMeritor e Randon) irão investir entre R$ 85 milhões e R$ 100 milhões em fábricas na região, cujas operações começam em 2011. A intenção é que os três produtores trabalhem em dois turnos para o fornecimento de peças às linhas de montagem dos produtos Volks e também da MAN.


R$ 1 bilhão

Roberto Cortes apontou que o investimento da MAN no Brasil será igualmente dividido entre novos produtos, motorização e pesquisa e desenvolvimento. O executivo lembrou que a capacidade atual de 72 mil unidades anuais será suficiente para o atendimento do mercado nos próximos anos.

“Quando elevamos nossa capacidade já estávamos acreditando em um crescimento forte. Se houver necessidade poderemos pensar em aumento de capacidade, mas temos a nova linha MAN que ainda irá somar entre 4 mil e 5 mil unidades ao total”, afirmou Cortes. Ele adiantou que a chegada de ônibus da marca ao Brasil também está nos planos da companhia.


Scania

Sobre as sinergias com a Scania, empresa sueca na qual a MAN possui 17,4% de participação, o CEO do grupo desconversou. “A Scania é uma marca forte e a MAN também. Nós temos que manter as marcas que são fortes. Depois poderemos pensar em plataformas comuns. Na Scania vemos potencial para trabalharmos juntos e iremos olhar possibilidades para cooperação com a marca”, concluiu Pachta-Reyhofen.


Mundo

O CEO da MAN afirmou que o crescimento que está sendo registrado nos países do Bric não evitará as dificuldades globais previstas para 2010. O executivo salientou que a empresa manterá sua política de redução de custos, uma das principais preocupações da companhia.

“A MAN passou pela crise muito bem. Conseguimos diminuir custos e reduzir estoques, mas haverão medidas complementares, porque será um ano difícil, principalmente no mercado europeu”, destacou.

Em 2009, o faturamento do Grupo atingiu € 12 bilhões, registrando queda de 20% na comparação com o ano anterior.