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MAN Latin America renova PPE em Resende

Os trabalhadores da MAN Latin America vão continuar com a jornada de trabalho reduzida em Resende (RJ). A companhia acaba de aprovar com o Sindicato dos Metalúrgicos Sul-Fluminense a adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) por mais um ano. Dessa forma, os funcionários da unidade continuarão com redução de 20% no período de trabalho e de 10% nos salários, já que o governo compensa metade do salário perdido pelo afastamento.
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Giovanna Riato

01 dez 2016

2 minutos de leitura

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Ironicamente, a renovação acontece no momento em que a empresa anuncia investimento recorde no Brasil, de R$ 1,5 bilhão entre 2012 e 2021, para ampliar o portfólio de produtos, desenvolver novas tecnologias de conectividade e internacionalizar a marca Volkswagen Caminhões e Ônibus (leia aqui).

A medida pretende adequar a operação da companhia ao fraco desempenho do mercado brasileiro de caminhões e ônibus, que segue contraído. Roberto Cortes, presidente da empresa, confirma que a ociosidade gira em torno de 70% do potencial produtivo. A produção da planta de Resende, que chegou a 350 caminhões por dia no pico do mercado interno, em 2011, está hoje em apenas 80 veículos diários.

Esta é a segunda renovação do PPE feita pela MAN. A empresa aderiu ao programa em 2015 e prorrogou a medida seis meses depois. Antes disso, em 2014, a montadora chegou a fazer acordo de redução de jornada semelhante ao PPE com o sindicato local. “A gente vem reduzindo o nosso ritmo desde 2012”, admite Cortes.

Segundo ele, todos os cortes e reestruturações necessárias para a nova realidade do mercado local já foram feitos por meio de programas de demissão voluntária e antecipação de aposentadorias. O número de trabalhadores da unidade de Resende caiu de 6 mil pessoas em 2011 para 3,6 mil funcionários atualmente, considerando os colaboradores da montadora e dos fornecedores do consórcio modular da empresa.

Do recorde de 207 mil caminhões e ônibus vendidos no Brasil em 2011, a companhia estima que o mercado local despenque para 59 mil unidades este ano. Cortes projeta crescimento de dois dígitos em 2017. “Mas ainda assim vai ser para volume pequeno, perto de 65 mil veículos. A base é muito baixa”, enfatiza. Apenas em 2018 o executivo espera que aconteça recuperação mais consistente. Para ele, a volta ao pico de vendas só deve acontecer perto de 2021.