
Também houve maior concentração do mercado de caminhões em 2014. As duas marcas que dominam mais da metade das vendas, MAN/VW e Mercedes-Benz, juntas aumentaram em 1,22 ponto porcentual essa prevalência, de 51,1% em 2013 para 52,32% no fim do ano passado.
A maior responsável por esse movimento foi a Mercedes-Benz, marca que mais ganhou market share em 2014, com a conquista de mais 1,26 ponto porcentual em relação a 2013, fechando o ano na segunda colocação do ranking com 25,94%, apesar da queda de 6,77% de suas vendas no período, ainda abaixo do recuo médio do mercado. Em um ano no qual as novidades foram raras no segmento de caminhões no País, práticas comerciais mais competitivas e a apresentação de novas versões de modelos com a linha Econfort parecem ter trazido novo fôlego à Mercedes.
Com dianteira de apenas 600 unidades sobre a Mercedes, a MAN conseguiu se manter na liderança do mercado brasileiro de caminhões. As vendas de veículos MAN e Volkswagen caíram 11,45%, praticamente em linha com o resultado geral, e a participação da fabricante ficou estagnada em 26,4%.
Outra acirrada briga foi protagonizada por Volvo e Ford. Em 2013, a marca sueca conseguiu tirar o terceiro lugar do ranking que há décadas era ocupado pelo braço de caminhões da Ford no Brasil. Em 2014, mesmo com a queda de 4,82% em suas vendas, a Volvo conseguiu abocanhar quase 1 ponto porcentual a mais do mercado e fechou o ano com participação de 14,4%, segurando a terceira colocação.
Mas a Ford reagiu e por pouco não retomou a posição. Por exatas 133 unidades a menos, a marca continuou em 2014 na quarta colocação do ranking de caminhões, mas conseguiu reaver 1,09 ponto de participação, fechando com 14,3%, com queda das vendas de 4%, bem menor do que a média do mercado. Colaborou para o desempenho o relançamento, em agosto, dos caminhões semileves e leves da nova Série F, que deverão trazer maiores ganhos em 2015, quanto terão o primeiro ano inteiro de vendas.
A Scania segurou a quinta posição do ranking, mas foi a marca que mais perdeu mercado entre as 10 maiores. Sua participação recuou 2,43 pontos porcentuais, para 10,3%, e as vendas caíram 28,2%, também o maior tombo da lista em 2014.
A sueca só não perdeu sua colocação porque a Iveco também não obteve bom desempenho no ano, com vendas 23,5% menores do que as de 2013 e perda de 1 ponto de participação, que desceu para 6,4%.
Entre as empresas com participação menor de 1%, a primeira da lista é a International, que segurou a sétima colocação no ranking em 2014. A marca fechou o ano com expressivo crescimento de 88% e avanço de 0,37 ponto de market share, para 0,7%. Com apenas dois produtos de baixos volumes no mercado, o resultado positivo foi conquistado graças à conquista de contratos de fornecimento do caminhão semipesado Durastar para prefeituras de pequenas cidades, dentro do programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Da 12ª para a oitava posição subiu a Caoa Hyundai, com crescimento de 132,4% baseado nas vendas de estoques do caminhão médio HD, montado em Anápolis (GO) ainda em 2012. Com a desova, a montadora conseguiu 0,31 ponto a mais de mercado, totalizando 0,5% de participação.
A Agrale perdeu uma posição no ranking em 2014 e desceu para a nona colocação. Mas suas vendas recuaram apenas 0,45% e a participação praticamente não saiu do lugar, mantendo-se em 0,32%.
Na décima posição entrou uma nova participante do mercado nacional de caminhões, DAF, que conseguiu 0,19% de participação com a venda de 257 veículos em 2014, o que representou expansão de 500% sobre 2013, ano em que a produção em Ponta Grossa (PR) ainda estava em testes.
Todas as marcas chinesas de caminhões com projetos de construção de fábricas no País despencaram para fora do ranking das mais vendidas do mercado brasileiro. A Sinotruk, sétima em 2013, caiu para 11ª em 2014, com 0,14% das vendas totais e queda nos emplacamentos de 31,6% em comparação com o ano anterior. O restante tem menos de 0,1% de participação. A Foton emplacou 66 unidades Shacman 51, representando market share de 0,05% e 0,04%, respectivamente.
