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Redação AB
A Mangels encerrará a partir de fevereiro as atividades no mercado de reposição de rodas para veículos. A Divisão Rodas continuará a produzir rodas de alumínio originais para o mercado OEM (Original Equipment Manufacturer), atendendo às principais montadoras de veículos.
Ivens Pantaleão, diretor da divisão, explica que a decisão reflete as mudanças no plano estratégico da empresa: “Conduzimos o processo de maneira a causar o menor impacto possível no mercado e na linha de produção. O segmento de aftermarket representava 4% do faturamento total da Divisão Rodas e 1,5% do faturamento total da Mangels”.
O executivo afirma que a Mangels produz rodas de alumínio para diversas marcas de automóveis e utilitários, atuando como líder de mercado na América do Sul no segmento OEM. “Crescemos mais de 100% nos últimos quatro anos e, para acompanhar as demandas do mercado, vamos direcionar agora todo o nosso esforço no mercado OEM e esperamos crescer 50% nos próximos cinco anos”, afirma, enfatizando que 15% da produção é dirigida a países como México, Argentina e Colômbia.
Pantaleão acredita que a dedicação total ao mercado OEM deve tornar a companhia mais competitiva para alcançar mercados fora da América.
Concorrência
Embora a Mangels não comente, a decisão de se afastar do segmento de aftermarket está relacionada à presença de players asiáticos na área de reposição de rodas de alumínio, com preços desafiadoramente baixos.
Mario Guitti, diretor superintendente do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, informa que já está em vigor portaria do Inmetro tornando obrigatória a certificação de rodas veiculares para comercialização no País. A entidade, acreditada pelo Inmetro, já está trabalhando em certificações nessa área. “A iniciativa protege a indústria local contra o enxame de rodas de má qualidade que vinha chegando ao mercado brasileiro”, assinala.
A Fumagalli, divisão de rodas de aço da Iochpe-Maxion, líder de mercado, possui uma equipe multifuncional trabalhando no projeto de certificação de suas rodas pelo Inmetro. Valter Sales, diretor de vendas, explica que a portaria do Inmetro deverá ser eficaz no segmento de rodas de aço, especialmente nas especificações destinadas a caminhões na área de aftermarket. “Nesse campo houve entrada de produtos estrangeiros, nem sempre oferecendo boa qualidade. As coisas vão mudar e a concorrência será mais justa”. Ele ressalva que no caso de rodas de aço para veículos leves a indústria local ainda detém parcela importante nos suprimentos para as montadoras e para o mercado de reposição.