
Manifestantes de Potosi, região da Bolívia rica em lítio, bloquearam uma importante usina de processamento do material. Eles reivindicam uma legislação que garanta melhores benefícios para as comunidades locais e maiores royalties pela extração do metal que é aplicado em baterias elétricas veiculares.
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Segundo a Reuters, os protestos se concentram em uma fábrica em Llipi, perto das salinas de Uyuni, que abriga uma das maiores reservas mundiais do metal. O preço do lítio subiu tanto nos últimos anos que passou a ser chamado de “ouro branco”.
Liderados pelo Comitê Cívico de Potosí (Comcipo), os manifestantes ameaçaram o governo com uma greve por tempo indeterminado caso as autoridades não recebam mais projetos de obras públicas e royalties pela extração do lítio.
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Potosi, que há séculos abrigou enormes minas de prata, há muito tempo discute com o governo central sobre quem deve se beneficiar de suas riquezas. Essa é uma das razões pelas quais a Bolívia há muito luta para desenvolver o lítio comercialmente.
O impasse pode ameaçar o esforço revivido do governo para avançar em projetos de lítio e fabricar baterias. Inclusive, por meio de um acordo recente com um consórcio chinês liderado pela maior fabricante de baterias do mundo, a CATL. As autoridades locais se comprometeram a tentar aliviar as tensões.