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Daniel Lima, Kelly Oliveira e Luciene Cruz, Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou a possibilidade de haver um corte maior no Orçamento além dos R$ 50 bilhões anunciados pela equipe econômica no dia 9 deste mês. Nesta segunda-feira, 28, foram especificadas as áreas que sofreram os cortes e o montante.
No final de semana, chegou a ser divulgado em Brasília que o corte poderia chegar a R$ 80 bilhões. Segundo Mantega, R$ 50 bilhões são suficientes para os objetivos do governo.
Sobre a compra de aviões caças para a Aeronáutica, o ministro reforçou que não há previsão fiscal para a aquisição este ano. Mantega disse ainda que, nesta semana, deve ser feito o anúncio da liberação de novos recursos para a capitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Já a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, negou que a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) não esteja recebendo recursos. Segundo ela, a lei foi sancionada neste mês e, por isso, em pouco dias, não teria como liberar recursos. “Não é possível executar nenhuma obra depois disso [da sanção do decreto]. Em 18 dias, não tínhamos como dar ordem para isso, aguardem que daremos muitas ordens para os desembolsos do PAC 1 e 2”.
Objetivo
A prioridade do governo, ao cortar gastos, não é reduzir a inflação, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “O nosso objetivo não é reduzir a inflação, mas sim ajustar a economia que estava crescendo 7,5% e precisamos que fique em 5,5 %. É desacelerar a economia, sem derrubar”.
“Claro que tem impacto na inflação porque reduz o volume gastos”, acrescentou Mantega, em entrevista coletiva para detalhar os cortes no Orçamento. Mas o ministro enfatizou que a inflação é um fenômeno mundial relacionado a petróleo e alimentos. “Nada há que fazer.”