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Mantega não falou de prorrogação de IPI, disse Belini

Texto atualizado em 31/3/2013 às 20h00
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Redação AB

28 mar 2013

2 minutos de leitura

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não deu informações sobre a possível mudança no programa de recomposição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) durante a reunião que teve com representantes da Anfavea na quinta-feira, 28, em São Paulo. Segundo informações da Agência Estado, o presidente da entidade, Cledorvino Belini, disse que o ministro se recusou a falar sobre prorrogação da redução do IPI. Ao ser questionado se o novo aumento do IPI, programado para a segunda-feira, 1º de abril, seria inevitável, o executivo disse: “Eu espero que não, mas ele (Mantega) não falou nada”. No entanto, no sábado, 30, Mantega confirmou que o imposto será mantido no nível atual até o fim deste ano (leia aqui).

Durante a reunião, havia a expectativa de que o ministro suspendesse o reajuste escalonado da alíquota do IPI para os porcentuais originais. Entre maio e dezembro do ano passado, o governo reduziu as alíquotas do IPI dos veículos flex 1.0 de 7% para zero. A partir de 1º de janeiro, a alíquota dessa categoria subiu para 2% e deveria aumentar para 3,5% a partir de segunda-feira, 1º de abril, voltando aos 7% originais em 1º de julho, conforme anunciado pelo próprio Mantega em dezembro passado: (leia aqui).

Para os modelos flex com motorização superior a 1 litro até 2 litros, a alíquota do IPI, de 11%, caiu para 5,5% até 31 de dezembro, subiu para 7% em 1º de janeiro e deveria ir a 9% na segunda-feira. Em veículos movidos à gasolina, o IPI original saiu de 13% para 6,5% entre maio e dezembro do ano passado, foi para 8% em 1º de janeiro e chegaria a 10% em 1º de abril. Já para os utilitários, a alíquota de 8% ficou em 1% até dezembro, subiu para 2% em janeiro e subiria para 3%.

Ainda de acordo com a reportagem da Agência Estado, o diretor da General Motors, Luiz Moan, que substituirá Belini na presidência da entidade a partir de 22 de abril, também participou da reunião e informou que no encontro com o ministro foi discutida uma reestruturação das operações de leasing para a aquisição de veículos. Segundo a Anfavea, entraves burocráticos derrubaram as vendas por meio desse tipo de financiamento, que chegou a ter 44% de participação nos financiamentos.

“Se houver a reestruturação, pode ser um mercado bastante interessante pelo números já verificados no passado, mas é difícil quantificar”, disse Belini.