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Agência Estado
O governo brasileiro deverá adotar no próximo ano novas medidas para proteger a indústria nacional dos efeitos da crise externa, disse nesta quinta-feira, 22, o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
“A indústria vai ter um desempenho melhor no ano que vem do que neste ano, porque teremos as medidas do Brasil Maior, teremos novas desonerações e tomaremos medidas de defesa comercial”, disse Mantega em encontro com jornalistas, sem dar detalhes.
Para Mantega, a crise econômica internacional tirou de 0,5 a 1 ponto percentual do crescimento do país este ano, admitindo que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) pode ficar em 3,0% em 2011. “Mas a gente acha que vai ser um pouco mais, entre 3,0% e 3,5%.”
Para 2012, segundo o ministro, o crescimento “deve ficar em torno de 4% se a crise internacional continuar complicada. Mas, ponderou, “se os europeus encontrarem uma saída, podemos chegar a 5%.”
Previsões
Questionado sobre o Banco Central que está prevendo crescimento menor este ano e no próximo, Mantega disse que a projeção do BC “é mais precisa com a inflação, nós somos mais precisos com o crescimento.”
O argumento dele é que o BC faz os cenários para projeções com câmbio e juros fixos, enquanto a Fazenda está usando um câmbio mais favorável e juros em queda.
O Relatório Trimestral de Inflação do BC divulgado nesta manhã mostra uma previsão de crescimento de 3,0 por cento este ano e de 3,5 por cento em 2012. Sobre a inflação, o BC projeta 6,5% em 2011, no teto da meta oficial, mas com 54% de que esse teto possa ser ultrapassado.
Mantega, porém, foi taxativo sobre essa possibilidade. “A inflação não vai estourar a meta de jeito nenhum.”
Segundo ele, o governo tem um contrato com a Fundação Getúlio Vargas para a medição da inflação mensal a cada dia e a taxa na quarta-feira estava em 0,37%.
Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), se o IPCA de dezembro subir até 0,50 por cento, a meta de inflação será cumprida.