Sem revelar nomes, já que muitos contratos exigem confidencialidade, o executivo explica que há mercado para a Maplink entre estas organizações. “A ideia não é sugerir que os clientes mudem completamente a maneira como fazer a gestão logística. Inicialmente queremos oferecer a integração destes sistemas para aumentar a eficiência da operação. Queremos ser agregadores” Entre as ferramentas disponíveis estão a roteirização do transporte respeitando possíveis restrições à circulação de alguns tipos de veículos em determinadas regiões e a administração de gastos com combustível e com pedágio.
Para Hohagen, é determinante que os caminhões estejam em certo patamar tecnológico para que as ferramentas da Maplink possam ser aproveitadas. Na avaliação dele, no entanto, há muitas tecnologias ainda subutilizadas até mesmo pelas grandes corporações. Segundo o executivo, muitos veículos já são equipados com uma série de recursos, mas as empresas ainda não dispõe de sistemas eficazes para administrá-los.
É neste nicho de mercado que o diretor quer entrar. Ele assegura que a companhia trabalha para desenvolver soluções totalmente customizadas. Segundo ele, este é o foco do time de cerca de 60 funcionários no Brasil, 70% deles voltados à área de tecnologia.
INTERNACIONALIZAÇÃO
Após 14 anos de história a companhia iniciou em 2014 operações na Argentina, México, Chile e Colômbia. “As coisas estão evoluindo bem. Pensei que precisaria viajar muito mais para acompanhar os negócios lá fora, mas tenho conseguido conduzir tudo daqui”, explica Frederico Hohagen, sócio da companhia. Para garantir o sucesso das novas atividades a companhia decidiu montar equipes com profissionais de cada país, que passaram por treinamento no Brasil. Inicialmente os novos mercados da empresa estão recebendo os serviços mais básicos oferecidos pela Maplink.
O executivo conta que quem faz negócios no Brasil se surpreende positivamente ao entrar nos países vizinhos. Segundo ele, lá fora a estrutura tributária é mais simples, o que permite manter os preços menores e mais competitivos. Ainda assim, Hohagen reconhece, no entanto, o desafio cultural, de entender o que os clientes de outras regiões querem. “Normalmente o Brasil tem um atraso de cerca de dois anos na comparação com os Estados Unidos para absorver novas tecnologias. Por outro lado, o País costuma estar dois anos na frente do resto da América do Sul”, avalia.
