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Máquinas agrícolas: produção e venda seguem aquecidas

O segmento de máquinas agrícolas e de construção continua a registrar resultados positivos, influenciado pelo excelente momento do agronegócio, com alta das safras de milho e de soja que estão sendo negociadas a preços competitivos, pela redução do Finame para 2,5% ao ano, e pelo aumento dos investimentos em infraestrutura.
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Redação AB

06 mar 2013

2 minutos de leitura

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Durante reunião da Anfavea, associação que reúne os fabricantes de veículos, na quarta-feira, 6, Milton Rego, diretor da Anfavea e de relações institucionais da Case New Holland (CNH), informou que foram comercializadas no mercado interno 11,6 mil máquinas no primeiro bimestre, volume 24,7% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Somente em fevereiro último, com 18 dias úteis, foram comercializadas 6,2 mil delas, alta de 15% em relação ao anotado em janeiro, com 22 dias, e de 26,9% sobre o volume obtido em fevereiro de 2012.

Clique aqui para ver os resultados apresentados pela Anfavea.

Do total vendido em fevereiro, 4,7 mil foram tratores de rodas, máquinas que apresentaram acréscimo de 24% sobre fevereiro de 2012; 846 colheitadeiras, que anotaram crescimento de 58,4%; 432 retroescavadeiras, alta de 29,7%; 59 tratores de esteiras, acréscimo de 25,5%; e 80 cultivadores motorizados, o único tipo de máquina a apresentar queda, de 31%, na comparação com fevereiro do ano passado.

“Nos últimos 12 meses temos tido crescimento entre 5% e 10% no mercado interno. Estamos em um momento de renovação das colheitadeiras e dos tratores”, frisou o diretor.

PRODUÇÃO

A produção de máquinas acompanhou a demanda aquecida do mercado. No primeiro bimestre foram produzidas 13,5 mil unidades, volume levemente inferior, com queda de 1,1%, na comparação com o mesmo intervalo de 2012. Desse total, 7,3 mil saíram das fábricas em fevereiro, o que representa 20,2% a mais do que o total produzido em janeiro último.

EXPORTAÇÃO

Foram exportadas 1,8 mil máquinas nos primeiros dois meses, 38,1% a menos do que no mesmo período de 2012. Desse total, 989 foram embarcadas em fevereiro, que teve baixa de 29,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado e alta de 21,1% sobre janeiro de 2013.

“As exportações vão continuar em curva decrescente à medida que ainda está sendo discutido um acordo de livre mercado entre o Brasil e a Argentina, que absorve mais de dois terços do que é produzido aqui”, concluiu Rego.