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Máquinas agrícolas têm queda de 26% nas vendas do ano

O mercado de máquinas agrícolas e rodoviárias continua apresentando resultados negativos: de janeiro a julho, as vendas do segmento ao atacado recuaram 26,4% na comparação com iguais meses de 2015, passando de 28,6 mil para 21 mil unidades, de acordo com balanço da Anfavea divulgado na quinta-feira, 4.
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Redação AB

04 ago 2016

3 minutos de leitura

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Veja aqui os dados completos da Anfavea
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No comparativo mensal de julho sobre junho, os negócios foram 1,2% menores, para pouco mais de 4 mil unidades. Como junho foi o melhor mês do ano em vendas até agora, julho então é o segundo, superando mais uma vez a casa das 4 mil unidades mensais: nos meses anteriores, o volume ficou entre 1,6 mil e 3,4 mil unidades.

“Embora em níveis muito baixos, o resultado mostra que estamos seguindo na direção correta, de terminar o ano dentro das nossas projeções. Esperamos que os bons ares do setor, aliada à confiança do produtor, possa reverter este cenário de queda em investimentos e elevar o nível de competitividade, preservando a produtividade para garantir uma boa safra”, afirmou o presidente da Anfavea, Antonio Megale, durante a apresentação dos resultados do setor.

Contudo, as exportações, ao contrário de outros segmentos do setor automotivo que têm registrado alta na atividade, os embarques de máquinas seguem em retração: no acumulado janeiro-julho, diminuíram 16,2% no comparativo anual. “Isso nos preocupa, porque o setor de máquinas vem apresentando um cenário declinante desde 2011. Sabemos que o mercado mundial é extremamente competitivo e o Brasil carece de melhor estruturação de modelo de exportação. Uma vez bem equacionado este gargalo, podemos reverter”, acrescentou Megale.

“A América Latina acabou sendo ocupada por outras fontes, até mesmo de mesmas marcas já atuantes na região, mas com equipamentos vindos de outras fábricas. O País precisa encontrar a sua vantagem para recuperar o mercado externo. As máquinas brasileiras são extremamente adequadas, de qualidade e ideais para este mercado. Precisa achar o caminho da recuperação da competitividade”, completa Ana Helena da Andrade, vice-presidente da entidade e que responde pela área de máquinas agrícolas e rodoviárias.

Com mercado doméstico e exportações em queda, a produção acompanha o ritmo lento dos negócios: em sete meses, as fábricas entregaram 24,6 mil unidades, entre tratores, colheitadeiras e outros equipamentos, volume 30,8% menor que o verificado há um ano, quando a indústria operou com 35,5 mil unidades. Na passagem de junho para julho, houve aumento de 3,5%, para 4,7 mil unidades, o melhor mês do ano até agora.

“Há uma estabilidade no que se refere aos meses ajustada aos volumes de vendas”, justifica Megale.

A Anfavea calcula que mesmo com a queda apresentada até agora e mantendo o ritmo das atividades deste momento, o setor de máquinas deve chegar ao fim do ano com a venda total de 38 mil unidades, o que representaria queda de 15,5% sobre as 45 mil registradas em 2015. A projeção aponta ainda que a produção deverá recuar 16,4%, para 46,2 mil unidades (2015 = 55,3 mil) e as exportações deverão somar 8,2 mil unidades, 18,6% abaixo do volume do ano passado (2015 = 10,1 mil).