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Máquinas agrícolas: vendas recuam 23%

Prejudicada pelo menor número de dias úteis em razão de dois feriados nacionais, a venda de máquinas agrícolas em abril somou 4,3 mil unidades, volume 11,5% menor que o de março. No acumulado do ano, as 16,1 mil máquinas vendidas no atacado resultam em queda de 22,9%. Os números foram divulgados na coletiva mensal da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
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Redação AB

07 mai 2015

2 minutos de leitura

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– Veja aqui as estatísticas da Anfavea

“O segmento agrícola é exportador. A expectativa de retorno por causa da volatilidade do câmbio e do preço das commodities diminui o interesse do agricultor, mesmo considerando que deveremos ter uma safra melhor este ano”, afirma a vice-presidente da Anfavea, Ana Helena de Andrade.

“Assim, o agricultor vai dar prioridade à compra de sementes e defensivos”, diz Ana Helena. A venda de colheitadeiras no acumulado até abril foi de 1.375 unidades, volume 41,5% menor do que no mesmo período de 2014. Os tratores de rodas repassados à rede somaram 13,5 mil unidades, resultando em queda de 18%.

PRODUÇÃO

De janeiro a abril, as fabricantes instaladas no Brasil montaram 21 mil máquinas agrícolas, volume 21,9% mais baixo que o do primeiro quadrimestre do ano passado. “Foi basicamente um ajuste à baixa demanda”, diz a vice-presidente da associação dos fabricantes. O volume de colheitadeiras encolheu 43,3% e o de tratores de rodas, 20,4%.

EXPORTAÇÕES

No acumulado até abril o Brasil enviou ao exterior apenas 3,3 mil máquinas, número 15,9% menor que o dos mesmos meses do ano passado. A queda mais significativa ocorreu para os tratores de esteiras, 58,4%. O presidente da Anfavea, Luiz Moan, aguarda um anúncio do governo de novas regras que favoreçam as exportações ainda neste mês ou no próximo: “Agora vivemos com a malinha de viagem pronta”, brinca o executivo sobre a expectativa permanente de fechamento de novos negócios no exterior.

Ele recorda que o setor de brasileiro de máquinas tem hoje como principais mercados externos Estados Unidos, México e Argentina, nesta ordem. Moan lembra que recentemente a CNH fechou um contrato com Cuba e ressalta também os embarques feitos para vários mercados africanos como Moçambique, Gana, Zimbábue e Senegal.