
A maioria desses equipamentos é dos tratores de rodas, 4,9 mil unidades, que cresceram 64%. “Foi uma alta importante, mas sobre uma base pequena”, afirma Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), referindo-se ao fraco desempenho de 2016.
A executiva recorda que os números dos dois primeiros meses de 2017 são parecidos com os registrados em igual período de 2008.
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“Estamos crescendo desde a metade de 2016. Para continuarmos nesse ‘círculo virtuoso’ é importante que não haja interrupção nas linhas de financiamento”, lembra Ana Helena. Em anos recentes, mudanças de regra em linhas de crédito oferecidas pelo governo causaram oscilações de mercado.
CONSTRUÇÃO
Ainda é muito ruim o desempenho das máquinas de construção, sobretudo por causa da interrupção dos investimentos pelo governo em obras de infraestrutura. O primeiro bimestre teve somente 22 tratores de esteiras (-15,4%) e 89 retroescavadeiras (-47,6%) repassados das fábricas às concessionárias.
EXPORTAÇÕES
Os embarques de máquinas agrícolas e rodoviárias somaram nos dois primeiros meses 1,2 mil unidades e anotaram alta de 27%. Parte desse bom desempenho é atribuída à Argentina: “Assim como o Brasil, ela também teve uma boa safra”, diz o presidente da Anfavea, Antonio Megale.
A entidade recorda, porém, que o Brasil ainda está bem longe de seu potencial. No primeiro bimestre de 2008 foram exportadas 4,2 mil unidades, 250% a mais do que em 2017.
Como consequência do bom desempenho dos mercados interno e externo, a produção local de máquinas somou 7,6 mil unidades e registrou alta de 62,9%. Até mesmo as retroescavadeiras anotaram crescimento (de 41,7%).