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Máquinas: queda nas vendas está próxima de 20%

A venda de máquinas agrícolas em maio somou 6,15 mil unidades, registrando leve alta de 1,4% sobre abril. No acumulado do ano, as 27,12 mil unidades vendidas resultam em queda de 19,7% ante os mesmos meses de 2013. Os números foram divulgados na quinta-feira, 5, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
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cria

05 jun 2014

2 minutos de leitura

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O acumulado ainda reflete os maus resultados do início do semestre, consequência da demora pela definição da taxa do Finame PSI. Nos próximos meses, os fabricantes acreditam em recuperação por causa da chegada do Moderfrota como linha de crédito dedicada a equipamentos agrícolas.

“O segundo semestre será melhor que o primeiro (…) O Moderfrota substituirá o PSI como principal linha de crédito para compra de máquinas”, afirma o diretor de relações institucionais da CNH industrial, Milton Rego, citando o programa de modernização da frota de equipamentos agrícolas para financiar a compra, isolada ou associada a investimento, de tratores, colheitadeiras, plataformas de corte, pulverizadores, plantadeiras e semeadoras.

Milton Rego ressalta que o Conselho Monetário ainda não regulamentou o programa e que é importante que o Moderfrota comece a ser utilizado de maneira gradativa no segundo semestre. Ainda de acordo com o executivo, os entendimentos com o governo vêm sendo feitos para que a transição do Finame PSI para o Moderfrota não resulte em um intervalo ou momento de indefinição que comprometa as vendas de todo o setor.

PRODUÇÃO E EXPORTAÇÕES

A fabricação de máquinas agrícolas em maio atingiu 7,6 mil unidades, registrando alta de 8% sobre abril. Milton Rego atribuiu o número positivo a um “ajuste de estoque dos distribuidores”. No acumulado do ano, o Brasil montou 34,5 mil máquinas agrícolas, registrando recuo de 13,7% ante o período janeiro-maio de 2013.

Nestes primeiros cinco meses o Brasil enviou ao exterior 5,37 mil máquinas agrícolas, queda de 7,3% em relação aos mesmos meses do ano passado. Como ocorre em outros segmentos, a retração tem como motivo a Argentina, nosso principal comprador: “Ela só está comprando o que não tem mesmo como não comprar”, diz Milton Rego.Para ver o estudo completo da Anfavea, acesse aqui.