
-Veja aqui os dados da Anfavea
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“Nosso setor vem apresentando recuperação lenta, mas constante”, afirma a vice-presidente da Anfavea, Ana Helena de Andrade. Em outubro, as fabricantes repassaram às concessionárias 4,8 mil unidades, volume 0,4% maior que o anotado em setembro.
O desempenho positivo foi motivado pelas 530 colheitadeiras, que registraram alta de 35,2% sobre o mesmo mês de 2015. “Até dezembro teremos bons números para esse equipamento”, afirma Ana Helena.
A Anfavea vem dialogando com o governo para manter o bom ritmo das vendas pelo Moderfrota: “Cerca de 60% dos recursos para esse programa já foram utilizados. Estamos pleiteando que os recursos de outras linhas sejam realocados”, diz a vice-presidente.
As máquinas rodoviárias continuam impedindo um desempenho melhor do setor. As vendas de retroescavadeiras recuaram 45,5% no acumulado do ano e os tratores de esteiras também tiveram queda expressiva, de 30,3%. Esses equipamentos aguardam a retomada de obras de infraestrutura, o que deve ocorrer em 2017: “Vários fatores devem favorecer as máquinas rodoviárias em 2017, como o Produto Interno Bruto (PIB) e o governo promovendo ajustes. Assim como o consumidor, o governo tende a investir quando há sinais positivos da economia”, diz Ana Helena.
A venda de tratores de rodas em outubro somou 4,1 mil unidades e discreta queda de 1% ante setembro. No acumulado do ano foram entregues à rede 29,9 mil unidades, 12% abaixo do registrado nos mesmos dez meses de 2015. Vale dizer que os modelos com potência acima de 130 cv anotaram alta de 12,8% em suas vendas.
PRODUÇÃO E EXPORTAÇÕES
A produção total de máquinas até outubro chegou a quase 42 mil unidades e indica que até o fim do ano as fabricantes vão superar em mais de 10% a projeção de 46,2 mil unidades feita pela Anfavea.
Chama a atenção o bom desempenho das colheitadeiras, com quase 3,5 mil unidades e alta de 3% ante o mesmo período de 2015. Foi o único tipo de máquina com crescimento na produção no confronto com o ano passado. Tratores de rodas, de esteiras, cultivadores motorizados e retroescavadeiras recuaram entre 14,6% e 41,7% ante o mesmo período do ano passado.
As exportações somaram 7,8 mil máquinas no acumulado do ano, 7% abaixo do número registrado nos mesmos dez meses do ano anterior. Novamente merecem destaque as colheitadeiras, que anotaram alta de 10,4% sobre os embarques de 2015.