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Fernando Calmon, especial para AB
Durante a entrevista em Detroit, nos Estados Unidos, o CEO do Grupo Fiat, Sergio Marchionne, comentou sobre a nova fábrica em Pernambuco, em 2014.
“Desde 1993 não construímos no mundo nenhuma unidade fabril inteiramente nova como essa. É fundamental para atendermos a demanda brasileira. Nossa previsão para 2015 é o mercado total atingir 4,5 milhões de veículos”.
Respondeu sem rodeios a uma pergunta específica sobre a arquitetura do modelo a ser produzido no Nordeste: “Vai utilizar a nossa nova plataforma mundial para carros pequenos.”
Para o bom entendedor significa que a base será a do novo Panda, o subcompacto de sucesso da Fiat que também originou o 500. Essa esperada nova geração sofreu atrasos, porém o lançamento está confirmado na Europa, no final deste ano.
Marchionne foi menos incisivo sobre a possibilidade de o novo Uno ser produzido em alguma instalação da Fiat, fora do Brasil: “Acho improvável.”
Também mostrou cautela sobre a consolidação futura dos grandes conglomerados automobilísticos, que ele enumerou indiretamente em declaração polêmica há dois anos. Na época previu, sem citar marcas, um grande grupo americano, um franco-nipônico, um alemão, dois asiáticos e um europeu.
“Continuo acreditando que restarão seis grandes grupos mundiais. Prefiro não comentar.”