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Redação AB
Falando em um seminário nos Estados Unidos (“2011 Management Briefing Seminars”), o CEO dos grupos Fiat e Chrysler, Sergio Marchionne, demonstrou preocupação com a concorrência dos fabricantes de veículos chineses. “Não podemos estar despreparados para a ascensão da China”, disse o executivo, segundo noticiaram diversos jornais americanos. “Mesmo considerando que a China irá exportar apenas 10% do que produz, o risco que corremos em nossos próprios mercados é enorme”, alertou.
Para Marchionne, as montadoras precisam trabalhar duro para manter suas bases industriais competitivas em seus próprios mercados. Ele estima que atualmente muitas fabricantes de peso como General Motors, Daimler e Volkswagen estão dependentes demais do mercado chinês para continuar crescendo, o que pode se tornar perigoso no futuro próximo. “Tornou-se moda nos últimos tempos colocar mais e mais confiança na performance de nossas subsidiárias e joint ventures asiáticas. Surfar na onda do crescimento econômico dos mercados asiáticos tornou-se uma compensação natural para o baixo desempenho de nossos negócios na Europa e Estados Unidos”, avaliou.
A Fiat está construindo atualmente uma fábrica na China e deve levar a Chrysler para lá também a partir de 2014 – a marca americana já produziu lá, mas teve de sair em 2008 para resolver os seus crescentes problemas financeiros.
Marchionne foi enfático em predizer que a indústria automotiva europeia caminha para uma grave crise se não for reestruturada rapidamente. Por isso o executivo considera fundamental a parceria com a Chrysler, “que com seu portfólio de grandes margens e baixos volumes poderá compensar o fraco desempenho da Fiat em seu mercado de origem”. O CEO confia que a sociedade das duas empresas vai funcionar e informou que pretende ficar à frente do comando da Chrysler até 2015 ou 2016. “O futuro da companhia vai depender de quem me suceder, mas a Chrysler estará aqui depois de mim”, garantiu.