logo

none

Março deverá registrar recorde de vendas no Brasil

A venda de veículos em março deverá registrar um novo recorde para o País. Indústria e concessionárias estão se preparando com estoques mais elevados para atender a demanda no último mês em que o consumidor contará com redução do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. No final de fevereiro os pátios das montadoras e a rede de distribuição somaram 256.705 unidades estocadas.
Author image

Redação AB

04 mar 2010

2 minutos de leitura

G_noticia_6163.gif

O presidente da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Jackson Schneider, não confirmou a previsão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que as vendas em março chegarão a 310 mil unidades. “Nós não fizemos nenhuma projeção”, destacou o executivo. “Vamos ver se chegamos lá”, completou.

Para que a estimativa do ministro se concretize, o licenciamento de autoveículos novos deverá crescer mais de 40% em março na comparação com fevereiro, que registrou vendas de 221 mil veículos.

Schneider descartou a possibilidade de novo incentivo ao setor e adiantou que as vendas deverão sofrer queda nos meses de abril e maio. “Já houve anúncio do aumento da carga tributária, o que aumentará o custo. Se houver a decisão de repasse será mais um fator de impacto”, lembrou.

Retomada

Um dos destaques do balanço da Anfavea foi o desempenho do segmento de caminhões. A produção no mês passado foi de 13.475 unidades, expansão de 79,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. “A produção surpreendeu a todos”, admitiu o presidente da associação.

As exportações da indústria automobilística também começaram a registrar recuperação. O volume de 57.510 veículos ao mercado externo anotou alta de 18% ante janeiro e de 88,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. “Alguns mercados estão voltando, mas longe do que tínhamos”, afirmou Schneider, que destacou a retomada de importantes clientes como a Argentina e México.

Além do câmbio desfavorável para as exportações, o executivo salientou o preço do aço no Brasil, item que tem gerado acaloradas discussões dentro da cadeia produtiva brasileira. “Cada empresa faz a sua negociação mas, independente disso, o aço no Brasil preocupa e está com um nível de preço muito alto. É um fator efetivo na competitividade”, disse.

Jackson Schneider, vice-presidente de RH, Jurídico e Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil, ficará à frente da Anfavea até o fim de abril, quando passará o cargo ao presidente da Fiat, Cledorvino Belini.