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Marcopolo desenvolve primeiro protótipo de micro-ônibus autônomo da América do Sul

Em fase de testes, projeto tem automação de Nível 4. Ainda não há previsão para comercialização
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Nataly Simoes

14 jun 2023

2 minutos de leitura

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A Marcopolo apresentou na quarta-feira, 14, o protótipo de seu primeiro micro-ônibus autônomo. O modelo, projetado em parceria com a Lume Robotics, é pioneiro na América do Sul. 

Segundo a fabricante, o projeto integra o modelo Volare Attack 8, já comercializado no Brasil. O micro-ônibus passou por adaptações para operar com autonomia de Nível 4 SAE, sem a necessidade de intervenção ou monitoramento remoto.

“Investimos em soluções pensadas nos passageiros, nos desafios das cidades modernas, e o veículo autônomo é um exemplo de inovação alinhadas uma tendência global”, diz André Vidal Armaganijan, CEO da Marcopolo.


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O protótipo, com capacidade para 21 passageiros, possui um sistema robótico capaz de trafegar de modo autônomo em situações específicas, como circuitos fechados de baixa velocidade.

A Marcopolo não revelou o investimento total no micro-ônibus autônomo. A empresa adiantou apenas que houve apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Aanto (FAPES), estado onde foi criada a startup Lume.

“Para realizar grandes coisas teremos que fazer parcerias daqui para frente. Caso contrário seria muito difícil uma empresa como a nossa estar aqui hoje para mostrar um ônibus autônomo, algo que normalmente é associado somente a grandes montadoras”, pontuou João Paulo Ledur, diretor de estratégia e transformação digital da Marcopolo.

Período de testes do micro-ônibus autônomo da Marcopolo

A Marcopolo diz que a tecnologia permitirá a redução de combustível, mas ainda não soube precisar a qual nível, pois ainda fará testes.

O embarque automatizado de passageiros também passará por testes e, a princípio, a Marcopolo pretende continuar a realizar os estudos com o protótipo em áreas fechadas – como sua fábrica em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

“Por estarmos em uma fase de estudos, acreditamos que ainda existem aspectos a serem desenvolvidos, tanto na experiência de uso dos veículos como na percepção de segurança do passageiro e na começarão e interação do micro-ônibus com o ambiente externo. Ainda serão realizados novos testes e pesquisas para que o modelo seja uma realidade para o mercado”, conclui Ledur.