
A margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) foi de 8,6%, seu melhor índice desde 2014, ao atingir R$ 362,1 milhões. Por sua vez, o faturamento líquido recorde, consolidado em R$ 2,87 bilhões no ano passado. Segundo a empresa, o resultado é reflexo do aumento das vendas no mercado brasileiro, que subiram quase 75% no comparativo anual, além da alta de 36% das exportações e dos negócios no exterior, que cresceram 16,6%.
“Para vencermos a crise que atingiu o setor desde 2013, investimos muito para tornar o nosso negócio o mais eficiente possível e, ao mesmo tempo, nos aproximamos ainda mais dos clientes e do mercado, sem descuidar da qualidade e segurança nas linhas de produção”, comenta em nota o CEO Francisco Gomes Neto.
Em 2018, as vendas da Marcopolo geraram receita de R$ 1,91 bilhão, o que representa 45,6% do faturamento líquido total. Por aqui, a companhia produziu 61% mais ônibus do que em 2017, para um total de 13,9 mil unidades, graças ao aumento da demanda em todos os segmentos, incluindo urbanos, micros e rodoviários.
As exportações, quando somadas com os negócios que a Marcopolo mantém no exterior, resultaram em uma receita de R$ 2,28 bilhões ou 54,4% do total.
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EXPECTATIVA PARA 2019 |
Para este ano, a fabricante diz que tem como objetivo aumentar sua lucratividade e para isso deu início ao projeto Segunda Onda de Gestão, um conjunto de ações de curto prazo focadas em temas como a ampliação do horizonte de vendas, aumento da eficiência logística, redução dos custos com materiais e aumento do desempenho industrial.
“Espera-se que com a soma dos esforços do projeto e de mais um ano de recuperação das vendas no Brasil possamos atingir melhor rentabilidade, ainda em busca dos patamares pré-crise”, prevê a nota.
Entre as ações, a empresa já considera a inauguração em janeiro do novo centro de produção de componentes, que irá concentrar a fabricação de peças metálicas em um único pavilhão, além do fechamento da fábrica de Planalto, em Caxias do Sul (RS), que já havia sido comunicado pela empresa no ano passado.
A empresa espera ainda uma retomada significativa do mercado de ônibus rodoviários, impulsionada pela renovação de frota das companhias que operam no setor a partir da norma que trata da redução da idade média da frota em linhas interestaduais e internacionais para 5 anos e que deverá ser atingida até o fim deste ano. Para os urbanos, a expectativa é positiva em torno da licitação na cidade de São Paulo, o que para a companhia, deverá gerar maior confiança por parte dos empresários na renovação de sua frota.
Também há uma expectativa positiva quanto ao programa Caminho da Escola, que possui um volume remanescente de quase 1 mil unidades a serem entregue ainda no primeiro semestre deste ano e que fazem parte de uma licitação realizada há um ano. Segundo a empresa, existe a perspectiva de um novo pregão, o que pode favorecer o segmento de micros, no qual a Marcopolo atua com sua marca Volare.