
Eduardo Campos, engenheiro e gerente comercial da divisão Powertrain da Magneti Marelli, esclarece que atualmente os aviões pequenos operam com gasolina de aviação, de alta octanagem e de custo bastante elevado. Com o motor flex, surge alternativa de utilização do etanol como combustível, também de alta octanagem, o que reduziria sensivelmente o custo do combustível no cômputo da hora de vôo.
“A tecnologia flex SFS da Magneti Marelli poderia substituir o atual sistema de ignição e alimentação de combustível usado pela maioria dos aviões com motor a pistão, trazendo algumas vantagens em termos de custo operacional” – garante Campos.
O SFS da Marelli para motores aeronáuticos será primeiramente implantado em um motor Lycoming 0-360 A1D de fabricação americana com potência de 180 HP e os ensaios em vôo serão realizados em uma aeronave AeroBoero 180.
Virgilio Cerutti, presidente do Grupo Magneti Marelli no Mercosul, espera que a aplicação da tecnologia esteja pronta para comercialização em dois anos.
Foto: Phenom 300, divulgação/Embraer.