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Redação AB
A Magneti Marelli, empresa de autopeças do grupo Fiat, vai fechar no fim de janeiro a fábrica de São Bernardo do Campo, SP, onde produz camisas de cilindro, peças utilizadas entre o bloco do motor e os pistões. De 450 funcionários diretos e 150 terceirizados, só 100 ainda não foram demitidos e devem continuar trabalhando até o fim do mês. A informação está em matéria publicada no Estadão do domingo, 15, assinada por Marcelo Rehder.
Segundo o jornalista, os problemas na fábrica de São Bernardo começaram há cerca de oito anos, depois que ela direcionou 80% das vendas de seu único produto (camisas de cilindro, usadas entre o bloco e o pistão de motores) ao exterior. Segundo a empresa, em 2007 a produção chegou a 1 milhão de peças. Mas a crise de 2008 fez a demanda cair para 200 mil peças. Em nota enviada ao Estadão, a Marelli explicou que “a alta valorização do real ante o dólar fez o negócio chegar a níveis insustentáveis.”
O fechamento da unidade no ABC paulista já havia sido admitido pela Marelli em outubro do ano passado. O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Carlos Alberto Gonçalves, já sabia, na época, que a empresa (onde trabalha) não conseguiu renovar em setembro o principal contrato, com a GM norte-americana. Ele explicou, também, que boa parte dos motores atuais já é usinada e não utiliza mais camisas de cilindro.
Com mais de 30 anos de atividade, a unidade de São Bernardo do Campo já chegou a ter 800 trabalhadores. Inaugurada em 1974, a fábrica pertencia à Villares e, em 1984, foi comprada pela Cofap. Em 1997, a Cofap passou a pertencer ao grupo Magneti Marelli. Com mais de 30 anos de presença no Brasil, a Marelli possui cerca de oito mil colaboradores em unidades fabris em Minas Gerais (Contagem, Itaúna e Lavras) e São Paulo (Amparo, Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e Hortolândia).