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Foto: Dino Maggiono, novo presidente da Magneti Marelli para o Mercosul (foto de Mário Curcio)
Matéria atualizada dia 12 às 18h02
Redação AB
O engenheiro eletrônico Dino Maggioni, de 43 anos, italiano de Ivrea, província de Turim, assumiu o comando do grupo Magneti Marelli no Mercosul em 1º de março. Ele substitui Virgílio Cerutti, que deverá assumir nova posição na corporação.
O novo presidente atua no Grupo Magneti Marelli desde 2001, quando iniciou a trajetória na empresa como diretor de compras da divisão sistemas eletrônicos, na França, assumindo posteriormente o cargo de diretor da qualidade. Em 2005 foi nomeado diretor mundial de compras do Grupo e comandou a unificação da área, criando sinergias entre linhas de negócios e identificando oportunidades de ganho para a empresa — experiência profissional adquirida em outras corporações internacionais de grande porte para as quais trabalhou anteriormente.
Desde setembro de 2007, Maggioni é responsável pela gestão da linha de negócios de aftermarket em todo o mundo e desenvolveu alianças estratégicas em diversos países, reforçando a posição da divisão que abastece o mercado de reposição na Europa, Mercosul e Estados Unidos. Sob sua coordenação estão todas as unidades da Magneti Marelli instaladas no Brasil, mercado considerado fundamental em faturamento e número de colaboradores, além das duas unidades localizadas na Argentina.
“A Magneti Marelli já possui potencial enorme e amplo de soluções e tecnologias voltadas ao Mercosul. Mas podemos usar com inteligência a experiência de outros mercados para avançar. Eficiência, qualidade, inovação, imagem e velocidade de ação também estão entre os desafios. Daqui a alguns anos, quero olhar para trás e ver o percurso que fizemos até a posição de liderança que certamente alcançaremos. Esse é meu empenho”, declarou Dino Maggioni.
Em entrevista especial a Automotive Business, em abril de 2011, Maggione revelou a nova parceria da Marelli com a Mopar, uma gigante americana na distribuição de autopeças, abrindo as portas do mercado para a companhia italiana nos Estados Unidos(leia aqui).
Na ocasião, ele disse ao jornalista Mário Curcio, de Automotive Business, que o Brasil respondia por 50% do aftermarket da Magneti Marelli em todo o mundo e projetava que os Estados Unidos seriam o segundo ou terceiro maior mercado para os produtos da companhia em cerca de cinco anos.
A MUDANÇA QUE NÃO ACONTECEU
No fim de setembro do ano passado, o engenheiro saudita Khalid Qalam chegou a ser anunciado para ocupar a posição de comando no Mercosul. Cerutti deixaria a operação para assumir responsabilidades globais no desenvolvimento de novos negócios e as divisões suspensões e módulos e componentes plásticos. Logo depois, no entanto, alegando questões pessoais, Qalam desistiu de vir para o Brasil. Ele está na Marelli desde 1997 e para assumir a presidência da empresa na região, o executivo deixaria o comando da divisão de iluminação automotiva.
OPERAÇÃO BRASILEIRA
A Magneti Marelli é uma das maiores fabricantes de sistemas e componentes automotivos do mundo e está presente no Brasil desde 1978, contando com 8,5 mil colaboradores para a produção de amortecedores, sistemas de injeção eletrônica e escapamentos, faróis, painéis de instrumentos, telemática, navegadores GPS, lanternas, sistemas de suspensão e módulos e componentes plásticos. Dona de marcas como Cofap e Automotive Lighting, possui no País 11 unidades produtivas e cinco centros de Pesquisa e Desenvolvimento, localizados em Minas Gerais (Contagem, Itaúna, Lavras) e São Paulo (Amparo, Hortolândia, Mauá e Santo André), além de escritórios regionais de vendas em algumas das principais capitais brasileiras (Curitiba, Goiânia, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo).
A receita da empresa no País cresceu 6,5% em 2011, para R$ 2,76 bilhões.