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Mário Curcio, AB
O diretor de marketing da GM, Gustavo Colossi, é desses sujeitos que fazem valer a inscrição num seminário ou congresso. Durante suas apresentações ele caminha de um lado para o outro do palco e fala com entusiasmo dos prováveis compradores de seus carros, como se convivesse muito de perto com cada um deles.
Conhece bem não só a renda mensal desses consumidores, mas as coisas que gostam, suas prioridades. Ao começar a falar sobre o novo Chevrolet Cobalt, ele salientou um movimento importante da classe social C, que saltou de 62,7 milhões de habitantes para 101,6 milhões em 2010.
Embora tenha nascido na Argentina, Colossi passou a maior parte da vida no Chile. Lá está sua família. Atuou na GM daquele país antes de vir para o Brasil, onde mora desde 2008. O executivo formou-se em engenharia industrial e tem MBA pelo Loyola College, em Maryland.
Automotive Business – Como é o comprador do Cobalt quando comparado ao cliente do Classic?
Gustavo Colossi – O comprador do Classic é um novo integrante da nova classe média brasileira. Ele está comprando o primeiro carro zero. Normalmente, seu rendimento familiar é de R$ 3 mil a R$ 4 mil mensais. Já o comprador do Cobalt está na parte alta dessa classe média. Seu rendimento familiar está acima de R$ 6 mil. E o Cobalt vai preencher a necessidade desse público. Para esse cliente, todo produto que envolve a família tem um valor especial. As viagens, por exemplo, representam a oportunidade de reunir a família. E o carro tem um nível de conforto de Vectra por R$ 15 mil a R$ 20 mil a menos.
AB – Você falou em viagens. Em quantas pessoas essa família costuma viajar? Quatro, cinco, são adultos, crianças?
Colossi – Creio que em três adultos e duas crianças. O Cobalt tem como diferencial (no seu segmento) levar cinco adultos. E o banco traseiro é mais alto, tem o que chamamos de visão de teatro: quem se senta atrás tem visão do que ocorre à frente.
AB – Além da falta de espaço ou desconforto no banco de trás, qual outra reclamação comum sobre os carros com que o Cobalt vai competir?
Colossi – Porta-malas, nível de ruído de rodagem, ruído do vento, suspensões ásperas e a espuma dos bancos. Uma queixa que ouvimos muito é que o passageiro tem a sensação de cair no banco de trás quando se senta.
AB – Há quanto tempo os clientes foram apresentados pela primeira vez a esse desenho de carroceria?
Colossi –Por volta de um ano.
AB – E eles gostaram desses faróis grandes, da grade?
Colossi – Como em qualquer produto, houve quem gostasse e quem não gostasse. Mas o importante é que o balanço geral foi extremamente positivo. Seu conceito foi mostrado há cerca de quatro anos. Há dois anos e meio foram feitas as últimas modificações mais extensas, que envolveram melhora no isolamento acústico, por exemplo.