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Mastrobuono, da VW CO aos veículos militares Iveco

Renato Mastrobuono, diretor de engenharia, demonstra satisfação com os rumos de seu trabalho na Iveco. Depois de dedicar sua carreira à engenharia da Volkswagen Caminhões e Ônibus, ele enfrenta o desafio de começar tudo de novo na companhia italiana. O time de profissionais já está escalado e aconteceu a transferência para o site de Sete Lagoas, em Minas Gerais, de boa parte dos recursos de engenharia que estavam nas instalações da marca na Argentina. Mastrobuono chegou à Iveco pouco antes do boom no mercado de caminhões e acabou surfando na subida da onda. Hoje colhe os frutos de sua dedicação à nova marca. Entre seus afazeres está equacionar a produção de veículos de caráter militar, desenvolvidos para as Forças Armadas a partir da experiência disponível na Europa. O Iveco Torpedo, um dos veículos dessa família de veículos especiais, está em exposição no Congresso da SAE Brasil, em São Paulo (7 a 9 de outubro, no Expo Center Norte) e será nacionalizado com transmissão e motores fabricados no país, para chegar a um índice de 65% de nacionalização. O aço especial será trazido da Itália, pelo menos no início. “Conseguiríamos até Finame para o veículo, se fosse o caso” – brinca Mastrobuono, lembrando que uma das inspirações para a família de veículos militares foi o caminhão anfíbio criado no início da década de 80 para o pesquisador Jacques Cousteau, que esteve no Brasil explorando a região amazônica com apoio da Iveco. Desenvolver veículos militares não é uma novidade para Mastrobuono: quando estava na VW Caminhões e Ônibus sua equipe de engenharia já desenvolvia os caminhões que acabaram com a hegemonia nos fornecimentos da Mercedes-Benz para o exército brasileiro.
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cria

08 out 2008

2 minutos de leitura