
“Não [houve pedido de antecipar a entrega das cartas pondo o cargo à disposição]. Na verdade, há uma visão geral de todos os ministros de que o momento é adequado. Estamos dentro do calendário da transição, no início dela. Evidentemente nós nos falamos. Existe uma comunicação entre os ministros, com o próprio ministro Aloizio Mercadante, que é o coordenador, chefe da Casa Civil. Mas esse é um procedimento absolutamente natural”, declarou Borges.
Borges se refere aos ministros que também vão deixar seus cargos, caso da ministra da Cultura, Marta Suplicy, que entregou sua carta de demissão na mesma terça-feira, 11, e o ministro do Trabalho, Manoel Dias, que confirmou à agência que fará o mesmo na próxima terça-feira, 18.
Ainda de acordo com a Agência Brasil, ele sinalizou que deve voltar a ser professor na Universidade Federal de Minas Gerais. “O leito natural do meu retorno é a UFMG. É claro que eu estou à disposição do meu País”, declarou, acrescentando: “É absolutamente salutar deixar a presidenta à vontade para montar o ministério para o segundo mandato. É parte da democracia e eu considero isso altamente positivo”.
Borges era o presidente da ABDI antes de assumir o ministério, em fevereiro deste ano, no lugar de Fernando Pimentel, que se desligou para concorrer à eleição do governo de Minas Gerais (leia aqui).