“A expectativa é de crescer 5% em 2010”, destaca.
O economista explica que os países se recuperam de forma desigual. De um lado estão os tigres asiáticos, que se reergueram do tombo financeiro rapidamente, junto com o Brasil. De outro estão nações ainda em situação ruim como os países europeus, Japão e Estados Unidos, que terão um ano decisivo em 2010, quando as políticas monetárias e fiscal terão que ser revistas para suspender incentivos e evitar a inflação.
Neste cenário a expectativa de Barros é de aumento na taxa de juros dos EUA, valorização do dólar para cerca de R$ 1,80 e subida nos preços das commodities.
O Brasil tende a beneficiar-se da situação externa favorável e continuar a receber um grande fluxo de dólares – com reservas alcançando US$ 270 bilhões. Além disso, os efeitos das medidas econômicas tomadas em 2009 devem continuar a trazer resultados e estimular o consumo.
Para os investimentos, a perspectiva é alcançar novamente o volume de 2008. Barros explica também que 2009 apresentou uma queda na inadimplência, fator que deve afrouxar a liberação de crédito nos próximos meses.
