
A declaração foi dada pelo ministro na segunda-feira, 2. Na semana passada ocorreu a segunda reunião entre representantes dos dois países, no México, para tratar da renovação do acordo. Monteiro informou que, para o Brasil, a perspectiva de fechar o acordo depende da revisão pelo governo mexicano de algumas questões associadas à manutenção e eventual redução do sistema de cotas de importação de veículos, da redefinição das chamadas regras de origem para autopeças e dos critérios de distribuição para as próprias cotas.
O ministro esclareceu que, por causa das condições do mercado automotivo brasileiro e das condições que o México dispõe, ainda não há condições para pensar no estabelecimento de um livre comércio entre os países.
“O próprio México tem outro acordo, que é o acordo geral, que cobre um universo tarifário muito limitado, que se cinge a 600 produtos apenas. Acho que, na relação com o México, temos o acordo automotivo e o acordo geral. Ainda estamos, a meu ver, em um horizonte que não nos aponta a perspectiva de livre comércio, amplamente”, manifestou Monteiro.
O acordo automotivo bilateral tem vigência até o próximo dia 18. “Está em vigência, sem nenhuma limitação. Espero que antes disso a gente possa definir a questão da renovação”, conclui Monteiro.