logo

autopeças

MDIC lança programa para apoiar e qualificar fornecedores de Ford e Estaleiro Petrolífero na Bahia

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) lançou na sexta-feira, 14, o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores para os setores de autopeças, petróleo, gás e naval para atuar na Bahia, que terá a Ford e o Estaleiro Enseada do Paraguaçu como empresas que sustentarão o projeto. A coordenação será do Instituto Euvaldo Lodi, entidade do Sistema Federação das Indústrias da Bahia (FIEB).
Author image

Redação AB

14 jun 2013

3 minutos de leitura

Apresentado pela secretária de desenvolvimento da produção, Heloisa Menezes, em Salvador, o projeto, que faz parte do Plano Brasil Maior, tem como objetivo ampliar e fortalecer a competitividade dos segmentos por meio da qualificação das empresas fornecedoras que compõem as duas cadeias produtivas.

As empresas receberão apoio em iniciativas para facilitar seu acesso ao mercado, como mapeamento de oportunidades de negócios, ações de promoção da cultura de inovação, introdução de melhorias técnicas, de gerenciamento e tecnológicas e consolidação de práticas de gestão.

Segundo a secretária Heloisa Menezes, são dois setores de extrema importância para a economia brasileira que precisam de uma cadeia produtiva consolidada, com fornecedores de qualidade e em quantidade suficiente para suprir a demanda das empresas.

“Não podemos incentivar compras no Brasil se a indústria fornecedora não está preparada. Temos que apoiar e induzir inovação, qualificação de fornecedores, melhoria de qualidade, produtividade e competitividade”, destacou.

De acordo com ela, o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores tem como base as diretrizes do Plano Brasil Maior, que busca o aumento da competitividade a partir da utilização de ferramentas de política industrial e tecnológica como o uso do poder de compra do Estado, a exigência de conteúdo local e a aplicação de margens de preferência nas compras públicas. Ela aproveitou para destacar que os governos estadual e municipal também podem utilizar essa medida como indutor da indústria local.

“Foi feita uma lei específica que também permite aos estados e municípios adotarem essa margem nas compras locais”, ressaltou.

A secretária destacou ainda outras medidas especiais de incentivo à indústria, como o Inovar-Auto, Inova-Empresa e as parcerias do Ministério da Saúde para produção de medicamentos no País. “Somos e seremos mais competitivos em alguns elos da cadeia que em outros, o que significa que em algumas não conseguiremos dominar a produção, o fornecimento e a tecnologia e teremos que buscar alternativas fora do país”, disse.

QUALIFICAÇÃO

O projeto para a cadeia automotiva contemplará 30 empresas prestadoras de serviços industriais ou fabricantes de insumos, tendo verba prevista de R$1,2 milhão. Os segmentos de forjados, fundidos, estampados, plásticos, artefatos de borracha, produtos não metálicos e afins serão os maiores beneficiados.

No caso do segmento de petróleo e gás, o projeto que faz parte do Prominp, além da Bahia, também será lançado em outros quatro estados: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. O público-alvo são as pequenas e médias empresas baianas fornecedoras (atuais e potenciais) de bens e serviços industriais para a cadeia de petróleo, gás e naval. Para este setor, também serão qualificadas até 30 empresas.