
Ele aponta que está em contato com entidades do setor automotivo para desenvolver o plano. “Já tivemos três reuniões com a Anfavea, que negocia ainda com uma série de outras organizações”, conta. O plano de Pereira é formatar os termos do programa até o fim deste ano para que o projeto entre em vigor já no começo de 2017. “Estou pessoalmente comprometido com isso”, assegura, destacando que pretende impulsionar crescimento maior do que o esperado para o setor automotivo ao longo do próximo ano. “É um segmento que gera receita anual de R$ 270 bilhões e perdeu 27 mil empregos”, aponta.
A demanda por uma política de renovação da frota de veículos é antiga. Em 2013 um documento que esboçava um programa do gênero foi entregue ao governo federal pela Anfavea, que desde então negociava com o MDIC um formato efetivamente capaz de tirar veículos antigos de circulação e estimular as vendas de modelos mais novos. Com a crise, o principal entrave ao programa foi o necessário ajuste das contas públicas, que impedia qualquer incentivo a esses negócios. Apesar da promessa, por enquanto o novo ministro do MDIC não esclareceu como vai desatar este nó.
