
Em comunicado divulgado na quarta-feira, 25, a entidade que representa as fabricantes informa que a medida – para a qual não há informações sobre quando será aprovada – poderá representar o emplacamento de algo como 1 mil reboques e semirreboques no primeiro ano de aplicação. O programa consiste na substituição de implementos rodoviários antigos por modelos novos em condições a serem definidas.
O ministro também salientou que estudará a ampliação do índice de financiamento do valor do bem pelo Finame PSI, linha do BNDES, das atuais 70% (para pequenas empresas) e 50% (para grandes empresas) para 80%. Até o fim de 2014, a linha de crédito financiava 100% dos implementos para ambos os tipos de clientes.
MERCADO EM DEPRESSÃO
O programa de renovação da frota deve ser o único alento para o mercado de veículos comerciais pesados este ano, uma vez que enfrenta curva de queda cada vez mais acentuada, mês a mês, diante da conjunta econômica e pelos baixos índices de confiança do consumidor e do empresário.
No caso do segmento de implementos rodoviários, as vendas recuaram 41% no primeiro bimestre quando comparadas com igual período do ano passado, com o emplacamento de 14,7 mil unidades, entre reboques e semirreboques.
Na quinta-feira, 26, será a vez da Anfavea – associação das fabricantes de veículos, entre automóveis, caminhões e ônibus – de apresentar ao MDIC a conjuntura e os números do setor, que deve amargar nova queda nos resultados de março conforme projeções de analistas do setor (leia aqui).