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Medidas radicais

A gasolina e o diesel devem virar itens de museu. Pelo menos é o que prevê a Comissão Europeia, setor executivo da UE. A proposta é que até 2050 todos os carros movidos à gasolina ou diesel sejam retirados dos países pertencentes ao bloco.
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Redação AB

07 abr 2011

2 minutos de leitura

Entre as ações para tornar isso possível está o aumento e expansão da malha ferroviária para médias distâncias, a partir dos 300 quilômetros. Está previsto também o corte em 40% das emissões de gás carbônico e aumento do uso dos combustíveis chamados verdes, ou renováveis. Com isso, o objetivo final do projeto é diminuir em 60% as emissões dos gases do efeito estufa que vêm diretamente do setor de transportes, além de reduzir significativamente a dependência do petróleo.

Claro que medidas radicais em um espaço de tempo não tão confortável geram polêmicas e críticas. O ministro-adjunto britânico dos Transportes, Norman Baker, por exemplo, é um dos que é contra a retirada de todos dos carros movidos à gasolina e diesel das ruas. Segundo ele, o estabelecimento de metas de redução de carbono é válido, mas a UE não deve ditar como isso deve ser feito.

Críticas à parte, o fato é que ações assim requerem muita preparação e planejamento para que seja possível fazer todas as adaptações necessárias. Isso inclui as empresas que, de alguma maneira, fazem parte da malha viária europeia ou dependem dela. Tanto o setor público quanto o privado têm que se planejar para ações de longo prazo, já visado possíveis mudanças nos sistemas.

Além disso, diversas indústrias do mundo terão que repensar sua razão de existência. Isso não é motivo para pânico mas sim uma ótima oportunidade de se destacar e liderar um novo mercado. Quem investir em tecnologia, estiver antenado com os novos rumos do transporte urbano e souber ousar estará garantido em 2050.

Isso inclui também países que não fazem parte da UE, tendo em vista que ações do gênero podem acontecer tendo o modelo europeu como exemplo. Vamos nos adaptando desde já.