
– Veja aqui os dados de janeiro da Anfavea.
– Leia também: Veja os resultados do setor em janeiro.
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“Janeiro frustrou um pouco as nossas expectativas: o ano começou meio lento; não foi um impacto muito forte, mas é uma queda”, comenta o presidente da Anfavea, Antonio Megale, durante a divulgação dos resultados do setor na segunda-feira, 6. “Ainda é um pouco cedo para prever fevereiro, mas os primeiros dias não foram ruins. O que podemos esperar é um cenário de estabilidade ou de uma queda menor do que os 5% que tivemos em janeiro. Há uma tendência muito clara de redução [da queda], lembrando que a base do ano passado não é muito boa, é baixa e, antes de qualquer crescimento, vamos chegar a uma estabilidade das vendas: este é o caminho para o qual estamos evoluindo”, completa.
Megale destaca dois fatores que, acredita, podem influenciar positivamente para esta reversão de cenário do mercado: a expectativa de mais uma safra recorde – que deve gerar cerca de R$ 240 bilhões (R$ 30 bilhões a mais do que na safra anterior) principalmente nas cidades ligadas às principais culturas e que podem movimentar o consumo -, além da liberação dos saques em contas inativas do FGTS – calcula-se que devam injetar algo em torno de R$ 40 bilhões na economia.
“Com certeza, estes fatores aliados a outros pontos positivos vão trazer uma movimentação maior e com isso esperamos que comece a existir atividade econômica mais robusta; que o desemprego comece a diminuir, que as pessoas ganhem mais confiança e que a gente comece a virar essa roda para o lado positivo. Devemos ver isso já no segundo trimestre”, arrisca.
DESEMPENHO
Este foi o pior janeiro desde 2006 para o mercado de veículos novos, aponta a Anfavea, que apurou a venda de pouco mais de 147,2 mil unidades, entre leves e pesados. Vale lembrar que apesar do índice de queda de 5,2% sobre janeiro de 2016 ser baixo, a base de comparação é fraca: janeiro do ano passado o setor havia registrado retração importante de 33%.
“Janeiro e fevereiro são os piores meses (de vendas) do ano, mas a partir de março haverá sim uma melhora”, afirma Megale.
Todos os segmentos apresentaram queda das vendas em janeiro, exceto o de comerciais leves, cujos licenciamentos subiram 26% na comparação anual. Segundo Megale, parte desse resultado se explica pelo lançamento de uma picape (ele se refere à Fiat Toro), que teve importante participação no segmento: “Capturou até a participação de mercado de outros modelos, inclusive os de utilitários esportivos [SUVs]”, argumentou.
Na comparação com dezembro, todos os segmentos – automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – tiveram queda expressiva, sem exceções.
– Veja aqui a carta da Anfavea com os dados de venda por segmentos.
Assista abaixo reportagem da ABTV sobre os resultados da indústria em janeiro divulgados pela Anfavea: