
Ele ressalta que a empresa tem bom DNA, como herdeira da WOP, e vive uma fase interessante com o desenvolvimento de tecnologias e produtos bastante modernos. “O melhor de tudo é que temos uma equipe de engenheiros brasileiros muito motivada” — avalia.
A Melling do Brasil absorveu em 2008 as operações da Dana na área de bombas de água e óleo e válvulas para partida a frio, estruturadas a partir da uma instalação completa da WOP importada da Inglaterra e implantada em Diadema, SP.
Del Gáudio já está familiarizado com as operações da Dana, onde atuou como diretor por vários anos. Quando deixou a companhia, comandou a Walbro, fabricante de tanques de combustível em Caçapava, SP, comprada depois pela TI Automotive, e foi diretor da ArvinMeritor em Limeira (hoje do grupo Iochpe-Maxion), responsável pela produção das rodas Fumagalli.
Inovação
A aposta da empresa está no crescimento do mercado e novos produtos, entre os quais estão conceitos inovadores de bombas e uma válvula de controle de temperatura. “A bomba, até agora produzida em alumínio, utiliza a poliftalamida injetada com fibra de vidro, dispensa todas as usinagens e traz uma vantagem de 5% a 10% no preço” — esclarece Ayres Pinto de Andrade Filho, gerente de engenharia avançada.
A válvula de controle de temperatura, com gerenciamento eletrônico, promete melhor tempo de resposta no sistema de arrefecimento e tem aplicação certa em veículos flex para adequar a temperatura de trabalho do motor à mistura de combustível. Segundo Ayres Filho, o dispositivo provou redução de consumo de etanol em até 7%.
Bombas
Outra novidade da marca é a Twin, resultado da combinação da bomba de direção hidráulica com pelo menos uma bomba d’água. A inovação, nesse caso, é o compartilhamento do mesmo eixo, com redução de componentes, downsizing, menor consumo de potência e diminuição no nível de vibração.
Um terceiro lançamento é uma bomba de água com embreagem, que fica ‘desligada’ até que o motor atinja a temperatura ideal de operação, ao contrário de dispositivos que operam ininterruptamente. “A estratégia é reduzir as emissões durante a fase fria” — explica o engenheiro, que já anotou uma economia de combustível de até 3% e uma expressiva redução nas emissões: até 40% em NOx e 20% em hidrocarbonetos.
Foto: Sidney Del Gáudio, presidente da Melling/divulgação