none
Menos soluços no mercado de caminhões?
Os fornecedores de componentes e sistemas para caminhões e ônibus vivem um dos momentos mais agitados da história da indústria automobilística, marcado por um avanço extraordinário das encomendas e muito trabalho nas linhas de produção. Mas uma das melhores notícias para o setor é que os soluços intermitentes do setor amainaram. É preciso explicar melhor. É comum ouvir dos especialistas da indústria de caminhões que a cada três anos bons segue-se uma derrapada. Depois vem uma recuperação lenta. A estranha ciclotimia aparece nas curvas históricas de produção e vendas – que mostra uma verdadeira montanha russa desde 1957. A partir do início dos anos 90 a curva é de subida, com pequenos soluços. De 2003 para cá, ninguém pode reclamar dos negócios, embora 2006 tenha registrado uma pequena queda. Bem, e daqui em diante, como ficam as projeções? Automotive Business perguntou ao diretor Paulo Cardamone, da CSM Worldwide, como vão se comportar a produção e as vendas até 2014. A resposta foi animadora, mostrando que a curva sobe e vacila apenas em 2011. Por que? É o reflexo da entrada tardia do Euro 4, com regras mais exigentes que comandam os níveis de emissão dos motores. Nos meses anteriores à vigência do Euro 4 as transportadoras devem acelerar as compras, aproveitando os preços melhores proporcionados pelos veículos Euro 3. Segundo a CSM, em 2014 as vendas de ônibus no Brasil estarão ao redor de 34.140 unidades, enquanto as de caminhões em 146.551. Nessa época, a produção somada de caminhões e ônibus na América do Sul, em subida contínua, chegaria às alturas: 343.130 unidades. Nesse último número não está computada a produção CKD (veículos desmontados). Parece que está mudando para melhor a ciclotimia do setor, embora seja inevitável aceitar que no futuro possa haver correções de rota.
cria
29 mai 2008
2 minutos de leitura
Relacionadas