
No julgamento em que Elon Musk é acusado de mentiras e fraude, iniciado na quarta-feira, 17, o advogado de acusação Nicholas Porritt disse ao júri que o CEO da Tesla enganou investidores. Isso devido à públicação, no Twitter, em 2018, que tinha financiamento garantido para fechar o capital da montadora, o que agitou o mercado e prejudicou os acionistas.
O julgamento acontece em São Francisco, na Califórnia, e deve durar três semanas. Segundo o Autonews, o advogado que representa investidores da Tesla na ação coletiva contra Musk disse que as “mentiras fizeram com que pessoas comuns, como Glen Littleton, perdessem milhões e milhões de dólares”, citando o autor da ação.
A acusação apontou ainda que Musk não tinha nenhum acordo para uma transação que custaria US$ 60 bilhões. E que o seu tweet de 7 de agosto de 2018 não foi apresentado ao conselho da empresa previamente, mesmo impactando o mercado.
Defesa de Musk cita negociações com bancos
O principal advogado de Musk, Alex Spiro, defendeu que a intenção de tornar a Tesla privada era concreta e que o CEO da Tesla mantinha conversas com investidores da Goldman Sachs e da Silver Lake. O único obstáculo seria aprovar a mudança de estrutura com os acionistas. Ele descartou ainda que os tweets fossem relevantes para o mercado, disse o Autonews.
Como principal testemunha, Musk deve citar suas discussões com o fundo soberano saudita. O homem mais rico do mundo é acusado de publicar informações falsas no Twitter para agitar o mercado sobre privatizar a montadora de carros elétricos. A oscilação das ações nos dias que seguiram prejudicou investidores.
Ainda nos tribunais, a vida do bilionário não anda fácil. Nesta semana, foi divulgado o depoimento de um ex-funcionário que afirma, pela primeira vez, que o vídeo de divulgação do carro autônomo da Tesla foi encenado e Musk se promoveu em cima disso.
A Tesla é alvo, ainda, de investigações contra uma série de acidentes fatais envolvendo os recursos autônomos de seus carros.