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Carolina Pimentel, Agência Brasil
Ao tomar posse como novo ministro da Ciência e Tecnologia, o petista Aloizio Mercadante afirmou que pretende trabalhar para aumentar o volume de investimentos no setor e na inovação. Porém, admitiu que o primeiro ano do governo da presidenta Dilma Rousseff será de “imprescindíveis ajustes fiscais”.
Segundo Mercadante, a meta é passar do atual 1,25% do Produto Interno Bruto para 2% a 2,5% na próxima década. Em quatro anos, a perspectiva é crescer para 1,53% do PIB. Para isso, a ciência e tecnologia necessita crescer, em média, 10% ao ano.
Sobre a possibilidade de aumentar os recursos diante de um possível contingenciamento, Mercadante afirmou que esse cenário “é passageiro” e a presidenta Dilma tem a visão de que somente investindo em ciência e tecnologia o país conseguirá crescer mais e melhorar a renda da população.
“Não há país tropical desenvolvido no mundo. Não temos modelo a seguir, estamos criando nosso próprio modelo e temos todo o potencial para sermos o primeiro país tropical desenvolvido, se efetivamente avançarmos rumo à sociedade do conhecimento e à sustentabilidade ambiental”, afirmou o novo ministro em discurso.
Em discurso de mais de 30 minutos, Aloizio Mercadante alertou que neste primeiro ano de governo os recursos devem ser menores. “Devemos estar atentos ao fato de que, neste primeiro ano de governo, serão feitos imprescindíveis ajuste fiscais. Além disso, tornar-se necessário melhorar os mecanismos de controle dos gastos e otimizar o uso de recursos disponíveis. Devemos aprender a fazer mais com menos”, avisou.
O auditório do Ministério da Ciência e Tecnologia ficou lotado. Mercadante entrou no lugar do físico Sergio Rezende, que comandou a pasta nos últimos cinco anos e deve voltar a dar aulas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).