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Eduardo Musa, vice-presidente da Abraciclo e do Simefre
Mário Curcio, AB
O consumo de bicicletas será menor este ano que em 2010. A estimativa é da Abraciclo, associação que reúne fabricantes de motos e bicicletas. A entidade acredita que até o fim do ano sejam comprados 5 milhões de bicicletas, queda de 3,8% na comparação com 2010, quando o mercado absorveu 5,2 milhões de unidades.
Outro fator que ainda preocupa a Abraciclo são as crescentes importações, que terminarão 2011 com cerca de 450 mil unidades, alta de 76% na comparação com 2010: “Elas se multiplicaram praticamente por dez em cinco anos”, recorda Eduardo Musa, vice-presidente da Abraciclo e do Simefre, sindicato que reúne fabricantes de materiais ferroviários e rodoviários. “Na comparação entre outubro deste ano e o mesmo mês de 2010 a alta foi de 120%”, diz Musa.
O executivo também destaca uma mudança significativa na rentabilidade do setor: “Estimamos um acréscimo de aproximadamente 10% em valor, o que reflete a venda de produtos de melhor qualidade. Vimos também mais um ano em que a produção migrou para os fabricantes formais”, diz Musa. Os produtos de baixo valor agregado vêm perdendo participação. Eles caíram de 57% em 2007 para atuais 42%.
Essa mudança de perfil vem ocorrendo, segundo a Abraciclo, por causa do cenário macroeconômico positivo, da visibilidade que a bicicleta vem ganhando como produto de consumo da moda e do enriquecimento do mercado: “Há alguns anos se comprava uma bicicleta de 18 marchas por R$ 99. Hoje esse produto começa em R$ 220.” A associação revela também que o uso da bicicleta como meio de transporte vem caindo por conta do êxodo rural, de sua troca por uma moto, carro ou coletivo.