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Mercado de caminhões continua sem reação

A jornalista Marli Olmos faz um balanço no jornal Valor do mercado de caminhões no Brasil e conclui que as medidas do governo para reativar as vendas no segmento surtiram pouco efeito, até agora, no segmento de caminhões. Os incentivos chegaram em janeiro, com a redução do IPI e a ampliação do valor do veículo que pode ser financiado via Finame, linha especial do BNDES. O valor financiado subiu de 80% para 100%. As duas medidas valem até 31 de março.
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02 fev 2009

1 minutos de leitura

O que faz o mercado crescer é a atividade dos transportadores – lembra Marli. Mas ao contrário do que acontecia até outubro, agora o caminhão espera os clientes. E o transportador parece assustado com as notícias negativas de todos os lados, que deixam as empresas mais reticentes em trocar seus veículos de transporte. Pesa ainda nesse cenário negativo a desvalorização do caminhão usado e a dificuldade no financiamento

A atividade entre os fornecedores de autopeças do setor dá também uma idéia da paradeira no setor. A ArvinMeritor, que produz eixos, fez demissões e começa fevereiro sem trabalhar na segunda-feira. Em janeiro a Wirex Cable, fabricante de cabos, registrou uma queda de 50% nos negócios do setor automotivo em relação à média mensal de 2008. A indústria de caminhões responde por 70% dos negócios da empresa na área automotiva. Nada indica que o mercado pode mudar em fevereiro, segundo o diretor comercial, Fernando Berardo. A Wirex apelou para banco de horas e férias coletivas para se ajustar à queda dos pedidos.