
Com 11.860 unidades vendidas, a BMW encerrou o ano como a líder do segmento premium no Brasil, à frente da vice-líder Audi, com apenas 260 unidades de diferença, uma vez que a Audi emplacou 11,6 mil veículos no ano passado. Ambas as marcas viram suas vendas diminuírem na passagem do ano: a BMW registrou queda de 25,2% sobre o resultado de 2015, enquanto a Audi encolheu 33,9%.
Por sua vez, a Mini, marca integrante do Grupo BMW, fechou o ano com a venda de 1.436 veículos, retração de 28% sobre os quase 2 mil emplacados em 2015. Somada com a BMW, as vendas do grupo chegaram a 13.296 unidades, 25,5% abaixo do relatado em 2015.
A Mercedes-Benz – que inaugurou sua fábrica de automóveis em março (leia aqui) foi a que registrou a maior queda e o menor volume entre as três maiores do segmento: a marca emplacou 11.285 veículos em 2016, resultado 35,6% menor que o de 2015. A Smart, do mesmo Grupo Daimler, entregou apenas 20 unidades no mercado brasileiro em 2016: um tombo expressivo se considerar as 614 unidades vendidas no ano imediatamente anterior. Somadas, Mercedes-Benz e Smart conferiram uma queda de 37,7% em 2016, para 11.305 unidades.
Outras marcas do segmento também viram suas vendas recuarem no Brasil no ano passado: caso da Jaguar Land Rover, que juntas emplacaram 7.489 veículos, volume 18,5% menor que o de 2015. Contudo, a Jaguar se saiu muito melhor que a Land Rover: com 796 veículos, a marca mais que dobrou suas vendas sobre o ano anterior, quando seu desempenho havia sido de 373 carros entregues ao mercado. Enquanto isso, a Land Rover, que também inaugurou fábrica no Brasil em 2016 (leia aqui) diminuiu seus volumes em 24%, para 6.693 unidades.
A marca de luxo que também teve bom resultado no País foi a Lexus, do Grupo Toyota: as vendas aumentaram 12,7% em 2016, passando de 402 para 453 unidades.
O desempenho de outras marcas de luxo, mas que não têm fábrica no Brasil, são afiliadas à Abeifa, associação que na sua maioria reúne importadoras. Seus resultados de 2016 podem ser vistos aqui.