
“Alguns indicadores da economia, como a confiança do consumidor e também da indústria têm melhorado. Com isso, acredito que no fim deste ano teremos um começo de recuperação, o que deve acontecer de uma forma mais robusta no ano que vem”, reafirma Megale.
-Veja aqui os dados da Anfavea
-Leia também: Confira os resultados da indústria no 1º semestre
Ele analisa que as vendas de junho, considerando os efeitos sazonais, poderiam ter sido melhores. No mês foram emplacados 171,8 mil veículos, entre leves e pesados, aumento de 2,6% sobre o resultado de maio, quando foram vendidas 167,5 mil unidades. Junho foi também o segundo melhor mês do ano até agora em volume de vendas, atrás apenas de março, quando foram emplacados 179,2 mil unidades.
“O efeito sazonal com festas juninas e alguns feriados principalmente na região Nordeste e Centro Oeste atrapalha de certa forma, acontece todos os anos em junho. Além disso, tivemos desde o dia 20 a greve do Detran, o que também atingiu São Paulo e atrapalhou o andamento dos emplacamentos. Se não fosse isso, teria sido um pouco melhor.”
Embora otimista com o desempenho de junho, Megale assinalou que no acumulado as vendas foram as piores dos últimos 10 anos: no primeiro semestre, os licenciamentos ficaram pela primeira vez desde 2006 abaixo do 1 milhão de unidades ao somar 983,5 mil veículos, um recuo de 25,4% sobre igual período do ano passado.
“Também registramos que o nível de financiamentos fechou em 52%, o índice mais baixo em toda a série histórica, refletindo a dificuldade do crédito, seja por parte do agente financeiro em aprovar ou do consumidor que não quer contrair dívidas neste momento”, analisa Megale.
De acordo com as projeções, a Anfavea espera encerrar o ano com volume pouco acima dos 2 milhões de emplacamentos em 2016, entre leves e pesados. Se confirmado, representará uma queda de 19% sobre as 2,56 milhões de unidades licenciadas no ano anterior (leia aqui).
Confira, em vídeo, o balanço dos resultados da indústria automotiva no primeiro semestre de 2016: