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Mercedes AMG C63 custa R$ 1 milhão e tem elementos da Fórmula 1

Sedã esportivo da marca é produzido na África do Sul e vai de 0 a 100 km em 3,4 segundos
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Bruno de Oliveira

22 ago 2024

4 minutos de leitura

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Depois de um 2022 recorde em vendas em sua divisão esportiva AMG, a Mercedes-Benz Cars e Vans quer aumentar o seu volume de vendas no país agora que tem disponível o que considera uma oferta mais completa.

A foto que faltava no menu da empresa para a região era o sedã esportivo C63 S E Performance, modelo que a reportagem da AB teve a oportunidade de testar no Autódromo Capuava, no interior de São Paulo.


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Mas antes de falar sobre o modelo, falemos de mercado. De acordo com o presidente da Mercedes, Carlos Garcia, o segmento premium está aquecido no país – e por isso a expectativa da empresa de vender neste ano mais do que o registrado no ano passado.

“Agora temos um portfólio mais completo. Estávamos vindo de um momento de renovação da oferta, e agora com ela mais completa estamos mais aptos a buscar volumes maiores”, disse o executivo, que encerrará a sua passagem pela empresa em 1º de setembro, sendo sucedido por Ronaldo Koning.

Garcia informou que o mercado premium vende, em média, 50 mil unidades por ano, com a Mercedes-Benz AMG beliscando por volta de 800 unidades/ano desse total. Um volume considerável se considerarmos que o segmento de luxo é bastante pulverizado no mercado nacional.

Como anda o Mercedes C63

Nesse novo momento, o da oferta mais completa, a empresa aposta suas fichas nas vendas do novo C63, que chega em duas versões, com preços que variam entre R$ 906,9 mil e R$ 1,015 milhão, ambos equipados com conjunto híbrido plug-in que entrega 680 cv.

Foi justamente essa versão milionária a testada em três voltas pela reportagem no autódromo. Apesar da pouca quilometragem rodada, a experiência reuniu elementos suficientes para que o repórter pudesse relatar suas impressões ao dirigir.

Na primeira volta, em marcha lenta, a observação foi de que a nova geração do C63 carrega um conjunto mecânico dócil de manejar apesar do seu porte e da sua força motriz. O que quero dizer é que o esportivo tem um conjunto de suspensão e chassi ajustado para que movimentos não sejam tão sentidos do lado de dentro.

A característica é óbvia porque estamos falando de um veículo esportivo, cuja construção e configuração emulam de certa forma o comportamento de veículos de competição. Faço o destaque em respeito aos motoristas de hatches compactos como eu, uma vez que a impressão que modelos como o AMG C63 passam para nós é justamente a contrária.

O manejo do veículo, ou o handling, como os especialistas costumam dizer em relatórios técnicos, passa a suavidade necessária para que o motorista possa manobrá-lo sem muito esforço, independentemente do movimento que tenha que se fazer para desviar de um buraco ou fazer uma ultrapassagem.

A ergonomia dos assentos também ajudam nesse sentido, com um desenho que dá uma sensação de que o banco está escorando cada parte do corpo do motorista de forma a mantê-lo em uma posição estática e, portanto, segura.

Conjunto híbrido nervoso

Posto isso, vamos ao powertrain do C63, que é formado por dois motores: o primeiro e dianteiro, que é de combustão, gera 476 cv de potência com quatro cilindros e com o auxílio de um turbocompressor elétrico que nasceu nas pranchetas da Mercedes-Benz na Fórmula 1.

A potência gerada por este conjunto ganha torque por meio de uma caixa automática de 9 velocidades e é transmitida por meio de um cardan até o eixo traseiro, no qual está acoplado o segundo motor do veículo, no caso, um elétrico que gera 204 cv.


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Foi todo este conjunto motriz que acionei com o pé direito no começo da reta principal do Autódromo Capuava. Neste momento o veículo ultrapassou a marca dos 100 km/h em um lapso de momento que me pareceu ser os 3,4 segundos que a fabricante oficialmente alega ser o tempo de 0 a 100 do modelo. Nada mal.

O C63 já é um veículo conhecido de longa data do público mais abastado que tem condições de ter uma máquina esportiva na garagem. A este consumidor, o que podemos relatar é que a nova geração ficou mais rápida e dotada de mais recursos tecnológicos do que a sua geração anterior. Assim é a evolução na vida e na indústria.

A montadora afirma que já tem em mãos pedidos de clientes pelo modelo, que é produzido em fábrica instalada na África do Sul. A jornada do consumidor tem duração de cerca de 3 meses, segundo o atual CEO da empresa.

É o tempo necessário entre a formalização do pedido na fábrica, a preparação de sua linha e o seu despacho ao destino final. O modelo quase que tailor made praticado pela Mercedes com seus veículos AMG, portanto, não demanda estoque porque cada um construído é, de fato, único.

A não ser que dois clientes, por causa de alinhamentos cósmicos ou por terem aquelas afinidades raras que geralmente unem casais, façam pedidos idênticos.