
Com índice de localização de 60%, o cliente interessado em comprar um Actros poderá fechar o negócio com as condições especiais da linha de crédito subsidiada, como taxas de juros baixas, prazos mais longos e valor de entrada menor ou inexistente. “Ainda não sabemos quais serão as condições para o ano que vem, mas cumprimos o nosso papel”, destaca o executivo, lembrando que o governo ainda não determinou se manterá as regras atuais do PSI/Finame, encerrado na semana passada.
Até agora o Actros era vendido no Brasil com cerca de 40% de conteúdo local. Dessa forma, o caminhão só podia acessar 80% do que é oferecido pelo Finame/BNDES. A etapa final para que o modelo alcançasse o índice necessário era a nacionalização do motor. O propulsor OM 475 já é fabricado na planta da companhia em São Bernardo do Campo (SP) com bloco usinado pela Tupy. O motor já equipava o Axor, mas recebeu nova calibração para atender as necessidades do extrapesado.
A Mercedes-Benz começou a importar o Actros para o Brasil em 2011 e iniciou a montagem do modelo na planta mineira no ano seguinte. O projeto de localizar a produção do modelo absorveu parte importantes dos investimentos recentes feitos pela Mercedes-Benz no País. Em 2010 a montadora anunciou que aplicaria R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 450 milhões foram destinados à conversão da planta de Juiz de Fora para a produção de caminhões. Em 2012 a empresa declarou que aportaria mais R$ 1 bilhão no Brasil, grande parte destinada na nacionalização do caminhão.
FÁBRICA DE AUTOMÓVEIS
Concluída a etapa mais desafiadora do processo de agregar conteúdo local ao Actros, a Mercedes-Benz concentra esforços agora na busca de fornecedores para a fábrica de automóveis da marca, que será construída em Iracemápolis (SP) com investimento de cerca de R$ 500 milhões. O início da operação está previsto para 2016 e a empresa garante trabalhar a pleno vapor para definir todos os parceiros até lá.
“Estamos focados agora na busca por fornecedores de produtos e serviços indiretos, definindo quem fará a construção e quem fornecerá as máquinas”, explica Berbetz. O executivo conta que ainda não foram determinados quantos parceiros vão compor a cadeia para a área produtiva, mas estima que serão entre sete e 10 empresas. “Teremos as primeiras definições no início de 2015”, assegura.
Assista à entrevista exclusiva com Erodes Berbetz, diretor de compras da Mercedes-Benz:
